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Mesa redonda: Agostinho Neto em três dimensões de um percurso eclético

No dia 24 de Setembro de 2018 (2ª feira) pelas 18H30, no CAMÕES/CENTRO CULTURAL PORTUGUÊS (Av. de Portugal nº 50), no âmbito da 8ª Edição do FESTINETO 2018, será realizada uma MESA REDONDA subordinada ao tema “AGOSTINHO NETO: AS TRÊS DIMENSÕES DE UM PERCURSO ECLÉTICO”, que terá como Prelector o Escritor, Poeta e Jornalista JOSÉ LUÍS MENDONÇA. Adão Zina e Ismael Farinha serão Moderadores.

JOSÉ LUIS MENDONÇA fará uma abordagem centrada, essencialmente, no legado intelectual de António Agostinho Neto , enquanto homem de Cultura emprestado à Política. Este legado está materialmente contido nos três volumes da sua Poesia e na pronúncia oral, que fez, em diferentes fóruns. Não será abordada a acção política de Agostinho Neto, enquanto dirigente.

Segundo José Luís Mendonça, a dissertação versará sobre a vida e obra de Agostinho Neto (1922-1979) em três grandes áreas:

Domus – Vida familiar

Lira – Literatura (poesia e ensaio)

Polis – discurso político

Segundo José Luís Mendonça, “no quadro da cosmogonia bantu, do grupo étnico-linguístico Kimbundu, do qual Agostinho Neto era originário, o cidadão Agostinho Neto marcou presença neste mundo com um nome muito particular, adstrito à tradição africana e, por isso, incluso no círculo das atribuições secretas dos dignitários da espiritualidade Kilamba. É nesta outra esfera étnico-linguística, fundada na transmissão oral e na sua filosofia, que se insere, tanto o dom para a poesia, como o dom da oratura, como criador de provérbios.

A poesia de Agostinho Neto e seus pares, fundadores do Movimento dos Novos Intelectuais de Angola, que actuaram sob a palavra de ordem VAMOS DECOBRIR ANGOLA, marca um dos momentos privilegiados de imposição do processo literário angolano perante a ordem cultural colonial. Com esta geração, nasce a poesia de subversão politica, tão bem registada na obra “Sagrada Esperança” de Agostinho Neto.

Na esfera da vida política de Agostinho Neto, identificámos certas citações do seu discurso político, passíveis de serem destacadas na sua arte de oratória. Estas citações vieram à luz pela voz do então Presidente da RPA, enquanto provérbio da oratura e poesia residual, ambas inspirações de Kituta, que encarnava na pessoa física de Agostinho Neto, Kilamba.

Desta simbiose cultural existencial, resultou um percurso guiado por um pensamento constituído pela síntese de partes heterogéneas de várias doutrinas, filosofias e ideologias, que convergiam em torno do fio pragmático da descolonização”.

(Nota enviada à nossa redacção com pedido de publicação)

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