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Florence deixa 31 mortos e submerge sudeste dos EUA

Muitas zonas do sudeste dos Estados Unidos estavam debaixo de água nesta segunda-feira (17) após a passagem do furacão Florence, que deixou ao menos 31 mortos e causou danos no valor de biliões de dólares.

Florence, rebaixado no domingo a depressão tropical, “continua provocando fortes chuvas em partes da região do Médio Atlântico”, com “inundações repentinas” na Carolina do Norte e do Sul, disse o Centro Nacional de Furacões (NHC.

O Serviço Meteorológico Nacional (NWS) informou que o Florence continuará enfraquecendo enquanto avança para o noreste. Hoje, o órgão prevê “chuvas intensas” e “abundantes inundações fluviais” nas Carolinas e no sul da Virgínia nos próximos dias.

As autoridades de emergência da Carolina do Norte revelaram que 25 pessoas morreram no Estado, o mais afetado pelo fenómeno. Na vizinha Carolina do Sul foram registadas seis mortes.

O risco de deslizamentos de terra e de falhas em represas persiste, advertiram as autoridades, que também emitiram alertas para tornados nas Carolinas.

“Esta é uma tempestade épica que ainda continua”, disse em coletiva de imprensa o governador da Carolina do Norte, Roy Cooper. “É um desastre monumental para nosso estado”.

Florence tocou a terra na costa da Carolina do Norte na sexta-feira, como um furacão de categoria 1, numa escala de 1 a 5.

A tempestade deixou rios transbordados, como o Neuse e o Cape Fear, e rodovias interrompidas, incluindo a I-95, que cruza os dois estados.

Mais de 480.000 casas continuavam sem eletricidade nesta segunda-feira, de acordo com o Departamento de Segurança Pública da Carolina do Norte, o estado mais afetado e onde seguiam vigentes as ordens de evacuação em vários condados.

– Danos de 170 biliões de dólares –

Embora as condições tenham melhorado, as autoridades solicitaram que a população ainda não viajasse devido ao risco de inundações repentinas que poderiam bloquear os motoristas.

“Muitas estradas ainda estão sob risco de inundações”, disse Cooper. “Por favor, não se torne alguém que precisa ser resgatado”, disse.

“Esta tempestade não terminou e grandes inundações podem ocorrer durante toda a semana”, tuitou a secretária de Segurança Interior, Kirstjen Nielsen, que tem previsto sobrevoar as áreas inundadas nesta segunda-feira.

Florence não terminou “de jeito nenhum”, assinalou no Twitter a Agência de Gestão de Emergências da Carolina do Sul (SCEMD).

O presidente Donald Trump assinou no domingo uma declaração de desastre natural para a Carolina do Sul, que permite dispor de ajuda federal adicional por conta do Florence. Trump disse na semana passada que viajaria “em breve” para as áreas afetadas.

“Vamos precisar de fundos significativos para nos recuperarmos”, advertiu o governador da Carolina do Norte, ante o forte golpe que Florence implica para o setor agrícola do estado.

A empresa de análises financeiras CoreLogic estimou que os danos causados por Florence serão próximos a 170 biliões de dólares, superando as perdas do Katrina em 2005 e de Harvey em 2017.

No entanto, apontou que os investidores consideram que os danos causados por furacões são um evento localizado que termina injetando crescimento econômico na região.

Em termos de bens assegurados, a companhia especializada KCC calculou uma perda próxima a 2,5 biliões de dólares, incluindo danos em edifícios residenciais, comerciais e industriais, assim como em automóveis. (AFP)

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