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Donald Trump assina nova estratégia nacional de defesa biológica

O Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou hoje uma nova estratégia nacional de defesa biológica, destinada a melhorar a coordenação do Governo dos EUA perante uma série de desafios “crescentes” e para lhes responder “eficazmente”.

“As ameaças biológicas vêm de muitas fontes e não conhecem fronteiras. Têm um grande potencial para afectar a economia, tirar vidas humanas e rasgar o tecido social”, afirmou Donald Trump num comunicado.

Segundo a agência noticiosa Efe, a estratégia é criar um comité de coordenação liderado pelo secretário da Saúde dos EUA, Alex Azar, que centralizará os esforços de todas as agências do Governo na defesa contra possíveis ataques biológicos.

Em conferência de imprensa, Alex Azar indicou que “pela primeira vez, a responsabilidade está num só lugar, na Secretaria de Saúde”, cujo departamento conta com especialistas médicos e cientistas.

“As ameaças biológicas, sejam elas acidentais, naturais ou provocadas pelo homem são muito reais e estão a crescer. Existem muitos factores que contribuem para isso, à medida que o mundo se urbaniza e interconecta, as ameaças infecciosas podem se expandir mais rápida e facilmente do que nunca”, alertou.

O secretário da Saúde norte-americano apontou como exemplo a vaga do surto de Ébola no leste da República Democrática do Congo e afirmou que milhares de pessoas passam por exames todos os dias nas fronteiras daquele país africano para tentar conter a doença.

Alex Azar reconheceu que o Governo dos EUA aprendeu “lições” na sua resposta à epidemia de Ébola, em 2014, que segundo Azar, “não foi tão coordenada como deveria ter sido”.

A estratégia também instrui o conselheiro de segurança nacional norte-americano, John Bolton, a “rever as ameaças biológicas e priorizar as acções de defesa anualmente”, para que o Governo “prepare, responda e recupere melhor de incidentes” desse tipo, declarou o Presidente.

Em conferência de imprensa, John Bolton evitou mencionar países específicos cujas ameaças biológicas são motivo de preocupação para os EUA, e recusou-se a responder a uma pergunta sobre os alegados ataques sonoros que afectaram os diplomatas norte-americanos em Cuba.

“Mantemos a supervisão constante de vários países e grupos terroristas, face da possibilidade de que eles possam nos ameaçar”, frisou Bolton, que, em 2002, acusou Cuba de ter um programa de armas biológicas de destruição em massa.

Questionado sobre a Coreia do Norte, John Bolton referiu que pretendem “eliminar todas as armas norte-coreanas de destruição em massa, onde quer que estejam”. (Notícias ao Minuto)

por Lusa

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