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Huambo ganha novos equipamentos sociais no dia do herói nacional

Sete novos equipamentos sociais, erguidos pelo governo no âmbito do programa de melhoramento das condições de vida da população, foram inaugurados hoje, segunda-feira, na província do Huambo, em saudação ao dia do herói nacional, António Agostinho Neto.

Trata-se de um centro de saúde, na povoação do Belo Horizonte, na comuna da Chipipa, quatro sistemas de abastecimento de água potável, nas localidades de Bonga, Catanga e Cachimbimbi, uma ponte sobre o rio Lombulo e um aqueduto sobre o rio Butica, ambos na comuna da Catabola.

O programa comemorativo ao dia do herói nacional, aberto a 10 deste mês, reserva, para terça-feira, a inauguração de um pequeno sistema de irrigação do jardim do pica-pau, na cidade do Huambo, além de palestras que enalteçam a vida e obra do fundador da nação.

Na sexta-feira passada foram inaugurados no município do Cachiungo, também para saudar a efeméride, um sistema de abastecimento de água potável, uma ponte sobre o rio Aleia, um furo de água potável e cinco quilómetros de uma estrada terraplanada.

Nascido a 17 de Setembro de 1922, na aldeia Kaxikane, em Icolo e Bengo, 60 quilómetros da cidade de Luanda, António Agostinho Neto faleceu a 10 de Setembro de 1979, por doença, em Moscovo, capital da antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

Após ter concluído o curso liceal em Luanda, trabalhou nos serviços de saúde e viria a tornar-se, rapidamente, uma figura proeminente do movimento cultural nacionalista que, durante os anos quarenta, conheceu uma fase de vigorosa expansão em Angola.

Decidido a formar-se em Medicina, embarca para Portugal, em 1947, e matricula-se na Faculdade de Medicina de Coimbra, e posteriormente na de Lisboa. Dois anos depois da sua chegada a Portugal foi-lhe concedida uma bolsa de estudos pelos Metodistas Americanos.

Como poeta, deixa no seu legado as obras “Quatro Poemas de Agostinho Neto”, 1957, Póvoa do Varzim, e.a.; Poemas, 1961, Lisboa, Casa dos Estudantes do Império “Sagrada Esperança”, 1974, Lisboa, Sá da Costa (inclui os poemas dos dois primeiros livros) e “A Renúncia Impossível”, 1982, Luanda, INALD (edição póstuma).

Foi preso pela PIDE-DGS, antiga Polícia Política Portuguesa, e deportado para o Tarrafal, Cabo Verde, sendo-lhe fixada residência em Portugal, de onde fugiu para o exílio. Aí assumiu a direcção do MPLA, do qual já era presidente honorário desde 1962.

O Herói Nacional fez parte da geração de estudantes africanos que viria a desempenhar um papel decisivo na independência dos seus países, naquela que ficou designada como a guerra colonial portuguesa. (Angop)

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