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Candidatos ameaçam impugnar concurso de ingresso ao sector da educação

Os candidatos excluídos no concurso público de ingresso ao sector da educação na província do Huambo pretendem avançar, em breve, com um pedido de impugnação junto das instâncias judiciais, por admitirem irregularidades graves no processo.

Em declarações hoje, segunda-feira, à Angop, os mesmos ponderam, inclusive, realizar uma manifestação pública para contestar os resultados finais e exigir um esclarecimento acerca do critério utilizado pelo jurado.

Os mesmos dizem terem sido aprovados na lista provisória, com notas altas, mas aparecem na lista definitiva com notas muito inferiores, alguns dos quais com zero, e denunciaram o ingresso de candidatos sem o perfil exigido (sem agregação pedagógica).

Um destes insatisfeitos é o jovem Agostinho Cachequele Camini, que, segundo ele, na pauta provisória estava entre os apurados, com 14.75 valores, mas surge na pauta final com nota zero.

Ao atribuir culpas à comissão criada para rever as provas, o candidato disse que mais de metade dos apurados tinham sido excluídos na lista provisória, o que, na sua opinião, demonstra ter havido fraude intencional.

Na mesma condição está Luzia da Piedade, com deficiência motora, que na pauta provisória teve 12 valores, apurada, e na definitiva foi excluída com 3,5 valores.

Lembrou, inclusive, que na localidade onde concorreu teve a 3ª maior nota e tinha, desde logo, muitos mais possibilidades de ingressar por causa da sua condição física, tendo em conta as vagas disponíveis para deficientes físicos.

Quem também contestou os resultados finais do concurso de ingresso ao sector da educação na província do Huambo é Gabriel Manuel, que viu os seus 15 valores reduzidos para zero.

Segundo ele, a discrepância entre os resultados provisórios e os definitivos são motivo bastante para impugnar o concurso público, apelando, por isso, a intervenção do Serviço de Investigação Criminal e da Procuradoria Geral da República, na averiguação de possíveis actos de corrupção.

Reagindo às contestações, o director do gabinete da Educação nesta província, Manuel Sampaio do Amaral, admitiu a possibilidade de ter havido alguns erros no processo de recorrecção das provas, mas insuficientes para colocar em causa a lisura do processo.

“Em todo o processo como este não se pode descartar a hipótese de ocorrer erros, sobretudo por ser conduzido por seres humanos susceptiveis de falhas”, argumentou.

Por esta razão, Manuel Sampaio do Amaral informou que, na semana passada, os candidatos tiveram a possibilidade de consultarem as suas provas, para tirarem todas as dúvidas.

O director da Educação realçou, também, que em caso de se detectarem casos de injustiça, os mesmos serão remetidos às instâncias superiores para merecerem o devido tratamento. (Angop)

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