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Brasileira Crislayne Alfagali vence prémio internacional “Agostinho Neto”

A Brasileira Crislayne Alfagali com a obra Ferreiros e Fundidores da Ilamba venceu hoje, segunda-feira, em Luanda, o Prémio Internacional de Investigação Histórica Agostinho Neto, edição2017/2018.

Na ocasião, a autora recebeu da presidente da Fundação Doutor António Agostinho Neto, Maria Eugénia Neto o cheque no valor de USD 50 mil e um troféu.

Por sua vez, Crislayne Alfagali agradeceu a fundação pela instituição do prémio e aos investigadores angolanos que graças a alguns trabalhos obteve informação pertinente para a sua obra.

A autora explicou que para o êxito na elaboração do livro fez uma visita à Fábrica de Ferro no Dondo, província do Cuanza Norte, onde reconstruiu a história a partir do que os ferreiros e fundidores locais disseram a respeito dos planos de Marquês de Pombal e sobre os processos de conquista e a implantação da referida fábrica.

Crislayne Alfagali é doutorada em História e professora universitária.

No evento foram igualmente galardoadas duas menções honrosas para os professores Thiago Henrique e João José Reis com as obras “História Atlântica da Islamização na África Ocidental- Senegâmbia, séc.XVI e a “Ganhadores. Trabalho africano, controle e conflito na Bahia Urbana (Séc.XIX) , respectivamente.

Por seu turno, o Chefe do Sector Cultural da Embaixada do Brasil, Sérgio de Toledo disse ser importante o reconhecimento mútuo entre os dois países.

Para si, a obra vencedora traz uma investigação e como novidade uma perspectiva africana, pois o Brasil tem procurado promover mais o estudo da história pela vertente africana e não apenas europeia.

O prémio Internacional de Investigação Histórica Agostinho Neto, de carácter bianual, consiste na promoção e incentivo à investigação histórica sobre Angola, África, Brasil e sua diáspora.

O prémio é co-organizado pela Fundação Dr. António Agostinho Neto, pelo Instituto Afro-brasileiro de Ensino Superior representado pela Faculdade Zumbi dos Palmares e conta com a participação da Unesco no jurado.

A obra foi lançada durante o evento que decorreu no Memorial António Agostinho Neto, e está a ser comercializada a cinco mil kwanzas.

Nesta edição os júris internacionais entre docentes brasileiros e angolanos observaram 36 obras representando oito países, designadamente Angola, Brasil,Cuba , Guiné Bissau, Portugal, Suécia , Venezuela e Camarões. (Angop)

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