Notícias de Angola - Toda a informação sobre Angola, notícias, desporto, amizade, imóveis, mulher, saúde, classificados, auto, musica, videos, turismo, leilões, fotos

Mauritânia vota hoje segunda volta das eleições nacionais

Cerca 1,4 milhões de mauritanos são hoje chamados a votar na segunda volta das eleições legislativas, regionais e locais, com o partido no poder a espera obter uma maioria “esmagadora” depois dos resultados na primeira ronda.

Nesta segunda volta deverão ser escolhidos mais 22 deputados e decididos os destinos de nove conselhos regionais e 111 comunas, de acordo com a Comissão Eleitoral Nacional Independente (Ceni) da Mauritânia.

Depois da investidura da nova Assembleia Nacional, os seus membros votarão em quatro representantes dos mauritanos no estrangeiro, elevando para 26 o número de deputados que resta eleger.

Dos 157 lugares disponíveis na Assembleia Nacional, 131 foram atribuídos na primeira volta, que contou com uma afluência de 73,4%.

Na votação de 01 de setembro, a União Pela República (UPR), partido no poder, conquistou 67 desses lugares, contra 14 do partido islamita Tewassoul, o segundo mais votado.

O UPR também assegurou quatro conselhos regionais dos 13 do país e 108 das 219 comunas, de acordo com o porta-voz do Ceni, Moustapha Sidel Moktar.

Outros partidos da “oposição e da maioria estarão representados igualmente na Assembleia Nacional, com o número de deputados a variar entre seis e um”, avançou Sidel Moktar.

O UPR encara a segunda volta com confiança.

“Temos a certeza que vamos ganhar uma maioria esmagadora”, afirmou o presidente do UPR, Sidi Mohamed Ould Maham, numa conferência de imprensa de antevisão do escrutínio.

O líder do partido do Presidente mauritano, Mohamed Ould Abdel Aziz, alertou, no entanto, para o “discurso extremista e perigoso dos islamitas”.

Ould Maham criticou ainda os extremistas que “jogam com a fibra étnica, racista e sectária, com vista a dividir o povo mauritânio et prejudicar a sua união e coesão social”.

As declarações aludiam ao ativista antiesclavagista Biram Ould Dah Ould Abeid, eleito para a Assembleia Nacional, defensor da comunidade “haratine”, descendente de escravos negros.

As eleições de hoje são consideradas como um último teste a Aziz e à oposição antes das presidenciais de 2019.

Aziz, um antigo general, chegou ao poder em 2008, através de um golpe de Estado, sendo depois eleito nas presidenciais de 2009 e reeleito em 2014.

Em 05 de setembro, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterres, pediu a todas as partes que se comportassem “de maneira responsável durante e após o anúncio dos resultados” das eleições, que contaram com um recorde de 98 partidos. (Notícias ao Minuto)

por Lusa

Deixe um comentário

Seu endereço de email não será publicado.

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.

Este site usa cookies para melhorar sua experiência. Vamos supor que você está bem com isso, mas você pode optar por sair, se desejar. Aceitar Leia mais

Translate »