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Trump criticado por republicanos e democratas em cimeira sobre o clima

A decisão do Presidente norte-americano, Donald Trump, de retirar os EUA do Acordo de Paris sobre alterações climáticas foi hoje alvo de críticas de democratas e republicanos, durante a cimeira do clima, a decorrer em São Francisco.

“Donald Trump pode ter saído do Acordo do Clima, mas o povo americano não”, disse o antigo secretário de Estado norte-americano de Barack Obama John Kerry (democrata), na abertura do segundo dia da cimeira global para a acção climática.

Kerry classificou a decisão de Trump como o “maior ato de irresponsabilidade de qualquer Presidente dos Estados Unidos de todos os tempos”.

Trump anunciou em Junho de 2017 a intenção dos Estados Unidos da América de sair do acordo internacional, que Kerry assinara dois anos antes em Paris em representação da administração de Obama, e no âmbito do qual 195 países se comprometeram a combater as alterações climáticas.

O Presidente dos EUA justificou a decisão, no ano passado, por considerar que o acordo era injusto para o país e iria prejudicar a economia norte-americana, com a indústria do carvão a ser particularmente atingida. Trump afirmou-se ainda disponível para negociar um novo acordo sobre o clima.

As críticas do antigo membro da administração de Obama surgem um dia depois de Trump o ter criticado, através da rede social Twitter, por se ter encontrado com membros do Governo iraniano. Kerry revelou recentemente que, após a sua saída do Departamento de Estado, reuniu-se com responsáveis iranianos.

Hoje, Kerry mostrou-se confiante de que a decisão de Trump acabará por ser revertida porque, sustentou, a maioria dos norte-americanos apoia o acordo.

No mesmo sentido, o antigo vice-presidente Al Gore (da administração de Bill Clinton) defendeu que um novo chefe de Estado norte-americano pode regressar ao Acordo de Paris, suscitando uma forte ovação.

Gore, também democrata, criticou igualmente a recente negação de Trump de que 3.000 pessoas morreram em 2017 devido ao furacão Maria.

O antigo governante classificou como difícil negar que as alterações climáticas estão a tornar o clima mais severo, mas referiu que “é um pouco mais difícil negar as 3.000 mortes do furacão em Porto Rico”.

Para Gore, há um número crescente de pessoas a comprometerem-se com a necessidade de combater as alterações climáticas.

“Está a acontecer uma mudança ambiental positiva. Cidades, estados, investidores e negócios estão completamente dentro”, disse, acrescentando: “Alguns ainda estão em negação, mas a vontade política é um recurso renovável”.

O ‘mayor’ de Carmel, Indiana, o republicano James Brainard, nomeou alguns presidentes republicanos e as suas conquistas ambientais, incluindo a criação da Agência de Protecção Ambiental, por Richard Nixon, afirmando-se desiludido por Trump ter saído do Acordo de Paris.

“O Presidente gosta de falar sobre como o nosso país é espetacular”, afirmou o autarca, que referiu ainda: “Países espetaculares honram os acordos internacionais, países espetaculares mostram liderança para o resto do mundo em temas críticos, países espetaculares ouvem os seus cientistas e países espetaculares empenham-se em deixar o mundo melhor do que o encontraram”.

Esta cimeira pretende mostrar acções que já estão a ser adoptadas e aprofundar os compromissos para combater a mudança climática. (Notícias ao Minuto)

por Lusa

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