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Lucas Ngonda acusa TV ZIMBO de conspiração

O presidente da Frente Nacional de Libertação de Angola (FNLA), Lucas Ngonda, acusou ontem, em Luanda, alguns órgãos de comunicação social de realizarem campanha contra si e contra o partido que dirige. A acusãção foi feita em conferência de imprensa, tendo apontado o canal de televisão privado TV Zimbo.

Neste encontro, que serviu para esclarecer os últimos acontecimentos no seu partido, sustentou a sua acusação informando que este canal tem apoiado (com coberturas) actividades de militantes da FNLA que pretendem derrubá-lo da liderança do partido. “Grupos de indivíduos à margem do partido conquistam certos órgãos de comunicação social como espaço privilegiado para a desestabilizar o partido, denegrindo, em permanência, a imagem do seu presidente”, declarou.

E questionou sobre como é que um órgão de informação como a TV Zimbo está em permanente apoio a grupos sem qualquer legitimidade no seio do partido “incitando-os ao assalto à direção do partido para destituir o seu presidente”. Contra este canal pendem acusações de ter “ido buscar um grupo de indivíduos da Associação de Antigos Combatentes da FNLA” para continuar a opor-se à sua liderança.

O líder da FNLA referia-se aos recentes acontecimentos protagonizados por um grupo de militantes que se manifestaram na sede nacional do partido exigindo a sua demissão da liderança. Estes militantes, maioritariamente antigos combatentes, estão em vigília há uma semana frente às instalações da sede, situada no Bairro Popular, distrito urbano de Neves Bendinha.

Acusações

Para além de atirar-se contra a TV Zimbo, o líder desta antiga força política de libertação nacional acusou também os seus colegas do partido André Kudizemba e Lino Ucaca, este último, presidente da Associação dos Antigos Combatentes (ACC) de serem os mentores destas manifestações. Segundo Ngonda, estes contam com o apoio do antigo vice-presidente da FNLA, Nimi-A-Simbi, na era de Ngola Kabangu, entre 2006 e 2008.

Disse ainda que “ o mais grave e desumano, é o facto de procurar manipular estes velhos combatentes com idades já avançadas mentindo-lhes e fazendo-lhes passar privações desnecessárias, com o intuito de apresentar Lucas Ngonda como grande culpado” da situação em que o partido se encontra.

Recusa receber manifestantes

Durante a conferência de imprensa, Lucas Ngonda disse que não receberá em audiência os militantes acampados na sede do partido, como estes pretendem. Este grupo de militantes, liderado por Lucinda Roberto, defende a saída total e incondicional de Lucas Ngonda, a quem acusa de
pretender afundar o partido por fins inconfessos.

Na semana passada, os militantes tentaram persuadir Ngonda, através do diálogo, a deixar a liderança deste partido marcado por divergências internas, mas este recusa-se a ceder à pressão. Citada pela militante, Ngonda diz que não abandonará a liderança do partido, alegando que tem um mandato que lhe foi confiado pelos militantes do partido, sendo que é o único líder reconhecido pelo Tribunal Constitucional.

Congresso

Quanto ao II Congresso Extraordinário realizado na província do Huambo, em Junho deste ano, Lucas Ngonda sublinhou que o mesmo resultou das recomendações do Congresso de 2015 e destinou-se à adequação dos estatutos do partido e outras normas, baseando-se na Constituição da República de Angola, cuja documentação foi remetida ao Tribunal Constitucional para sua aferição. “Não houve nenhuma violação dos estatutos do partido”, frisou. (O País)

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