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Pesquisador advoga regulamentação dos trabalhos científicos

A necessidade de regulamentação das regras de concepção e apresentação dos trabalhos científicos nas universidades, para maior credibilidade dos estudos desenvolvidos em Angola, foi defendida, hoje, terça-feira, pelo director do Centro de Ajuda Académica, Deodato Francisco.

Em declarações à Angop, na cidade de Benguela, à margem de um curso de Metodologia de Investigação Científica e Pesquisa Aplicada, o director disse que Ministério do Ensino Superior, as universidades, docentes e estudantes, devem definir as regras dos trabalhos científicos para se assegurarem a qualidade destes estudos.

Para o responsável, essas normas devem estabelecer a metodologia, técnicas e os critérios para se validar um estudo.

Deodato Francisco referiu que a pesquisa científica visa resolver problemas sociais e académicos.

Para tal, acrescentou, há que se ter um plano de investigação muito bem delineado.

Os trabalhos científicos, ressaltou, devem ser escritos de forma simples e clara, para que a informação possa ser entendida facilmente.

Segundo Deodato Francisco, as instituições do ensino superior precisam de maior rigor na selecção dos doentes que leccionam a disciplina da Metodologia de Investigação Científica, bem como de melhor critério de escolha e validação dos trabalhos académicos dos estudantes.

Aconselhou aos professores a administrarem mais aulas práticas do que teóricas, no sentido tornar os estudantes mais capazes para os desafios de desenvolvimento do país.

Já aos discentes, sugeriu um melhor desempenho e pesquisa criteriosa de conteúdos que contribuem para elaboração dos seus trabalhos.

A finalidade do trabalho académico, salientou, é contribuir para que a investigação científica possa corresponder aos anseios da sociedade.

“Os Estados Unidos da América (EUA), Brasil e Portugal regulamentaram as normas dos trabalhos científicos, o que não acontece em Angola. Enquanto essa situação prevalecer, vamos continuar a trabalhar com muita insegurança, porque cada universidade usa a sua metodologia e isso não está a ajudar a comunidade académica nacional”, asseverou.

Esta formação, com duração de cinco dias, é uma iniciativa do Centro de Ajuda Académica que visa capacitar tutores, docentes e estudantes universitários para concepção e apresentação de trabalhos científicos, pré-projectos, monografias, dissertações e teses.

O Centro realiza, nas províncias de Luanda, Benguela e Huíla, formações ligadas à metodologia de investigação científica e pesquisa aplicada.

O Centro de Ajuda Académica foi constituído à luz do Direito Angolano e publicado na IIIª Série do Diário da República n.º 37 de 25 de Fevereiro de 2015. (Angop)

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