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Embaixador de Angola acreditado no Vaticano

O Papa Francisco acreditou na passada sexta-feira, na Cidade do Vaticano, o novo embaixador de Angola junto da Santa Sé, Paulino Baptista.

Após a entrega das cartas credenciais, o Santo Padre manteve um encontro privado com o diplomata angolano, que falou dos últimos desenvolvimentos, com destaque para a transição política em curso no país, a preservação da paz, a união e a consolidação da democracia.

O novo representante de Angola na Santa Sé foi posteriormente recebido, numa audiência privada, pelo Secretário de Estado do Vaticano, D. Pietro Parolin.

Antigo ministro da Hotelaria e Turismo, Paulino Baptista foi nomeado embaixador no Vaticano a 7 de Março pelo presidente angolano, que, na ocasião, apontou a reactivação de uma comissão para negociar com a Santa Sé um acordo – quadro e a expansão do sinal da Rádio Ecclesia em todo o território nacional, como alguns passos concretos dados por Angola no sentido de estreitar a cooperação com o Vaticano.

As relações diplomáticas entre Angola e o Vaticano foram formalizadas a 8 de Julho de 1997, com a nomeação do primeiro embaixador, não residente, junto da Santa Sé, Domingos Quiosa, acreditado no dia 7 de Fevereiro de 1998, tendo exercido a função até Dezembro de 2000.

Armindo Fernandes do Espírito Santo Vieira foi o segundo representante de Angola junto da Santa Sé, como embaixador residente, tendo apresentado as suas cartas credenciais ao Papa João Paulo II no dia 29 de Abril de 2002.

Por sua vez, o primeiro núncio apostólico em Angola foi D. Giovanni Angelo Becciu, nomeado em Outubro de 2000 pelo então Papa João Paulo II, o primeiro Sumo Pontífice a visitar Angola em Junho de 1992, com deslocações às cidades do Huambo, Lubango, Cabinda, Mbanza Congo e Luanda.

Actualmente, D. Angelo Becciu é Cardeal e substituto do Secretário de Estado da Santa Sé.

Contudo, a história regista António Manuel Nvunda, vulgo Negrita, como o primeiro embaixador do Reino do Congo junto da Santa Sé (território que pertencia a Angola), que foi recebido pelo Papa Paulo V, mas viria a falecer quatro anos depois, em 5 de Janeiro de 1608, em Roma.

Está sepultado na capela Xisto V da Basílica de Santa Maria Maggiore, na capital italiana.

Na sua visita oficial a Santa Sé, em Maio de 2014, o então presidente da República, José Eduardo dos Santos, fez questão de visitar a Basílica de Santa Maria Maior, pela ligação com a história de Angola.

Aquando da primeira visita papal a Angola, em 1992, o Papa João Paulo II confirmou essa ligação, que esteve envolta em dúvidas, pois outros países reclamavam para si a naturalidade do embaixador Negrita.

Na ocasião, o Papa João Paulo II evocou, em Mbanza Congo, a “primeira evangelização de Angola”, antes de homenagear o “sucessor de D. João I, o rei D. Afonso I, Mvemba-Nzinga, que foi naquele tempo o maior missionário do seu povo”.

O então chefe da Igreja Católica recordou na altura as “relações directas que o reino do Congo procurou ter com a Santa Sé, enviando embaixadores que foram acolhidos com admiração e carinho” pelos seus antecessores.

De notar que o príncipe António Nvunda foi enviado como embaixador por Dom Álvaro II, tendo partido de Mbanza Congo, capital do Reino do Congo, agora elevada a Património da Humanidade desde o dia 8 de Julho de 2017, pela UNESCO.

A segunda visita papal a Angola ocorreu em Março de 2009, quando Sua Santidade o Papa Bento XVI, visitou o país. (Angop)

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