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MPLA faz história no 13.º congresso do partido

Fundado a 10 de Dezembro de 1956, o MPLA entrou neste sábado no seu 13º congresso, depois de ter realizado sete conclaves ordinários e cinco extraordinários.

O magno evento servirá para eleição de João Lourenço como presidente do partido, em substituição de José Eduardo dos Santos, marcando uma nova viragem no MPLA.

O Congresso é o órgão supremo do MPLA, que determina o carácter e a orientação ideológica do partido, ao qual incumbe apreciar e definir as linhas gerais da política nacional e internacional, orientando a acção e a actividade das estruturas e dos militantes, bem como das organizações sociais e associadas.

João Lourenço será eleito o terceiro presidente do MPLA, num acto que ficará marcado para a história da formação política, por ser a primeira passagem de testemunho de um presidente para o outro.

José Eduardo dos Santos assumiu a presidência do MPLA na sequência da morte, por doença, do então presidente António Agostinho Neto, a 10 de Setembro de 1979, em Moscovo, antiga União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

Eis o histórico decrescente:

2018 – O sexto congresso extraordinário do MPLA decorre sob o lema “MPLA com a força do passado e do presente, construamos um futuro melhor”, com a participação de 2.498 delegados provenientes das 18 províncias do país e propõe-se a eleição de João Lourenço como presidente do partido, ao reforço da unidade e da coesão, assim como do papel de liderança do MPLA na sociedade.

O conclave é orientado por José Eduardo dos Santos.

2016 – O partido realizou, em Agosto, o VII Congresso ordinário sob o lema “MPLA – com o povo rumo à vitória”, com a participação de dois mil 620 delegados.

O acto aconteceu no Centro de Conferências de Belas e elegeu José Eduardo dos Santos como presidente do MPLA. Não sequência do conclave, o Comité Central elegeu João Lourenço como Vice-presidente do MPLA.

2014 – O V Congresso Extraordinário do MPLA realizou-se no Centro de Conferências de Belas, de 4 a 6 de Dezembro de 2014, sob o lema “MPLA – Revitalizar as estruturas para fortalecer o partido”, com a participação de 2.126 delegados.

2011 – Sob o lema “MPLA – Mais democracia, mais desenvolvimento”, o MPLA realizou o IV Congresso Extraordinário para engajar todos os militantes na preparação e participação das eleições gerais de 31 de Agosto de 2012, para uma vitória confortável do Partido e do seu cabeça-de-lista.

2009 – O MPLA realizou o VI Congresso Ordinário que aprofundou a democracia interna no partido. Nele participaram dois mil e 90 delegados, representando quatro milhões, 705 mil e 436 militantes de todas as regiões do país, de diversos credos religiosos, de várias classes e camadas sociais, sem distinção de raça ou de sexo.

2003 – O V Congresso Ordinário realizou-se em clima de paz definitiva, alcançada a 4 de Abril de 2002, e teve como lema “MPLA – Paz, Reconciliação Nacional e Desenvolvimento”, congregando mil e 469 delegados, dos quais 412 mulheres.

1998 – Sob o lema “MPLA firme, rumo ao século XXI”, o IV Congresso Ordinário do MPLA serviu para clarificar a base ideológica do partido, o Socialismo Democrático, com a participação de mil e 275 delegados, dos quais 248 mulheres.

1992 – O III Congresso Extraordinário decorreu no mês de Maio, sob o lema “reunificação da família MPLA”. A partir deste evento, o partido passou a designar-se, nova e unicamente, MPLA, voltando a ser um partido de massas, democrático e aberto a todos os angolanos, desde que aceitem o seu Programa e Estatutos. O número de militantes crescera substancialmente, atingindo os 555 mil e 934 militantes.

1991 – No mês de Abril, o MPLA realizou o II Congresso Extraordinário que, numa fase de transformações profundas na legislação fundamental do país, tomou a decisão, histórica, de preencher lugares, em aberto no Comité Central, com militantes de vários sectores e sensibilidades, para facilitar uma maior intervenção do Partido nas circunstâncias que se viviam. O Partido contava com 71 mil e 522 militantes.

1990 – O MPLA – Partido do Trabalho realizou o seu III Congresso Ordinário, numa altura em que se verificavam transformações políticas, económicas e sociais em quase todo o Mundo, que tiveram como resultado o desanuviamento da tensão internacional, com o fim da “guerra fria”. O Congresso efectuou o balanço do período 1985/1990. O Partido contava com 65 mil e 362 militantes.

1985 – Realizou-se o II Congresso Ordinário para análise da situação política, económica e social do país dos últimos 10 anos de independência e definiu uma nova estratégia. O Partido contava com 34 mil e 732 membros.

1980 – Em Dezembro, o MPLA – Partido do Trabalho realizou o seu I Congresso Extraordinário, que confirmou a presidência de José Eduardo dos Santos e decidiu instaurar, em Angola, a Assembleia do Povo (Parlamento) e as assembleias populares provinciais.

1977 – O MPLA realizou o seu I Congresso Ordinário, altura em que se constituiu em Partido. Na altura, António Agostinho Neto foi eleito presidente do MPLA – Partido do Trabalho, aprovou-se um novo Programa e Estatutos do Partido e as resoluções sobre as teses “Linhas-Mestras do Desenvolvimento Económico e Social até 1980”, “A Educação e Ensino na República Popular de Angola” e a “Dos Meios de Difusão Massiva”.

Paralelamente aos congressos, o MPLA realizou também conferências nacionais em 1985, em 1997 e em 2008, para identificar e debater questões fundamentais da vida do partido e do país e reforçar a sua ligação e o fluxo de informação entre si, os simpatizantes, amigos e a população. (Angop)

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