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Produção na fábrica Angola LNG longe de atingir a capacidade instalada

A produção anual da fábrica de processamento do gás liquefeito Angola LNG, localizada no município do Soyo, província do Zaire, é de cerca de 5,2 milhões de toneladas de metros cúbicos de gás natural, mas a unidade produz, actualmente, abaixo desta capacidade instaladora.

A afirmação é do ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino Azevedo, quando falava quinta-feira à imprensa, na cidade do Soyo, no final da sua visita de trabalho de algumas horas às unidades afectas ao sector.

O governante justificou a baixa produção à reduzida quantidade de gás natural que chega à fábrica proveniente das plataformas que exploram petróleo na região, entre outros motivos que não revelou.

“A fábrica ainda não está a recolher, processar e comercializar de acordo com as suas capacidades instaladas”, reiterou o ministro, que defendeu a necessidade da criação de condições para que a mesma possa receber mais gás natural, a sua principal matéria-prima.

Para o efeito, considerou serem necessários mais investimentos na abertura de mais poços de petróleo neste bloco, com vista ao aumento do gás natural a ser canalizado à referida fábrica para que possa atingir os seus reais níveis de produção.

“Este é um desafio que o projecto Angola LNG e o país em geral têm de assumir, para que se atinja a capacidade e se mantenha a estabilidade do projecto para um bom e longo período de tempo”, referiu, tendo destacado o interesse manifestado pelos responsáveis da empresa em reduzir os custos de produção para a melhoria da eficiência.

Neste particular, o ministro disse ter aconselhado que este processo de redução de custos de produção não deve passar única e necessariamente pela redução da mão-de-obra, quer nacional ou estrangeira.

Diamantino Azevedo informou ter analisado também com os gestores desta unidade fabril as modalidades de apoio do Executivo à empresa, tendo sido avançada a ideia de se cingir, fundamentalmente, na melhoria do regime fiscal.

Falou das dificuldades de vária ordem com que se debate o sector, nos dias que correm, assegurando que esforços estão em curso, para que as mesmas possam ser debeladas e permitir, num futuro breve, voltar a atingir melhores índices do que os actuais.

Durante a sua estada no Soyo, o ministro visitou a base de apoio logística à actividade petrolífera (Kwanda), a central do ciclo combinado e a empresa Angola LNG onde se inteirou do seu funcionamento.

O consórcio industrial Angola – LNG encarrega-se na recolhe, no processamento e na comercialização do gás natural liquefeito, sendo responsável pelo fornecimentos de gás butano ao mercado doméstico, incluindo o propano, butano e condensados.

O projecto é comparticipado pela Chevron, com 36.4 por cento, Sonangol com 22,8 por cento e pelas concessionárias Exxon, BP e a Total com 13,6 por cento cada. O mesmo começou a ser implementado em 1997, com o estudo da viabilidade, ao passo que em 2012 terminou a fase da construção da unidade.

A produção do primeiro gás natural liquefeito teve início em 2013. (Angop)

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