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Mais de quatro milhões de angolanos não sabem ler

Mais de quatro milhões de angolanos, entre os 15 e os 35 anos, não sabem ler nem escrever, um quadro que abrange 24 por cento da população economicamente activa. Os dados foram apresentados ontem, em Luanda, pela ministra da Educação.

Cândida Teixeira manifestou-se preocupada quanto ao quadro actual e disse que o número de pessoas não alfabetizadas tem sido a causa dos principais problemas que a sociedade enfrenta, particularmente no domínio do combate à pobreza, empreendedorismo e saneamento básico.

A estes, prosseguiu, associa-se ainda o combate às grandes endemias, violência doméstica, aos elevados índices de sinistralidade rodoviária, gravidez precoce e a criminalidade.

De acordo com a titular da pasta da Educação, as estratégias que se pretende implementar para o Programa Nacional de Alfabetização enquadram-se na Agenda 2030, com os objectivos do desenvolvimento sustentável, onde, frisou, segundo a declaração de Incheon, “A visão é transformar vidas por meio da educação.”

“Os desafios futuros passam pela melhoria da qualidade do processo e a criação de condições para que um maior número de alfabetizados possam dar continuidade aos estudos até à conclusão do ensino primário e posteriormente para o I e II ciclos do ensino secundário de adultos. Prevê-se a generalização do I ciclo de ensino secundário em todo o país em 2019”, disse.

Para o efeito, está prevista, até ao final do presente ano lectivo, a formação de formadores para os professores do I ciclo de adultos, que culminará com a consolidação dos ciclos de ensino deste subsistema, conforme previsto na lei de bases do sistema de educação e ensino.

Cândida Teixeira afirmou que o Plano Nacional de Desenvolvimento da Educação Educar em Angola consiste na erradicação do analfabetismo, reduzir o atraso escolar e garantir a profissionalização da população jovem e adulta.
Neste contexto, disse que o Ministério da Educação tem vindo a declarar algumas localidades livres do analfabetismo, com ênfase para a identificação de outras povoações ou aglomerados populacionais, onde ainda se regista pessoas iletradas.

A ministra da Educação reconheceu que, desde o lançamento da Campanha Nacional de Alfabetização, instituída a 22 de Novembro de 1976, o país tem registado um crescimento que tem permitido a elevação dos níveis de escolarização e profissionalização da população.

Lembrou que, durante este período, foi possível reduzir a taxa de analfabetismo estimada em 85 por cento em 1975, para menos de 34 em 2014, conforme dados do censo.

“Como reconhecimento deste esforço, recebemos vários prémios e menções honrosas por parte da Unesco e outras organizações internacionais.”

A governante falava durante uma cerimónia de assinatura de um acordo entre o Ministério da Educação e a Igreja Metodista Unida. A convenção enquadra-se nas estratégias do Governo no sentido de intensificar-se a alfabetização e a educação de adultos, assim como o alargamento da rede de parceiros.

O denominado “Projecto Nós Podemos” começa a ser executado em Novembro próximo em 12 províncias, em função da Conferência Anual do Oeste de Angola controlada pela Igreja Metodista. Destas, fazem parte as províncias do Bengo, Benguela, Cunene, Cabinda, Cuanza-Norte, Cuanza-Sul, Huíla, Luanda, Malanje, Namibe, Uíge e Zaire.

Para este processo, caberá à Igreja Metodista Unida disponibilizar os templos e os seus membros já escolarizados para alfabetizarem os fiéis e a comunidade circundante das áreas definidas.

O Ministério da Educação terá como missão formar os alfabetizadores voluntários, garantir o material didáctico e
certificar os alunos depois de concluída a formação.

A alfabetização de adultos terá a duração de quatro meses. A categoria pós-alfabetização passa a contar com duas etapas, num período de nove meses cada. (Jornal de Angola)

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