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Países devem intervir para evitar aumento da crise migratória venezuelana

O presidente do Instituto de Políticas Migratórias, Andrew Selle, considerou hoje que os países da América Latina devem intervir para evitar um aumento da crise migratória venezuelana.

“Os países da região têm sido extremamente solidários e generosos com os migrantes que chegaram às suas terras, mas a generosidade e a solidariedade não vão ser suficientes no futuro”, afirmou Andrew Selle, numa sessão extraordinária do Conselho Permanente da Organização de Estados Americanos (OEA), convocada para tratar da crise migratória venezuelana.

Para Andrew Selle, “esta crise apenas está a começar”.

“Há razões para acreditar que continuará e se prolongará a longo prazo, pelo que é necessário começar a planificar, porque mais pessoas vão sair do país”, disse o presidente do instituto sediado em Washington.

Durante a sessão o secretário-geral da OEA, Luis Almagro, promotor da reunião, explicou que “na Venezuela e na região há, hoje, uma alta crise de migrantes e refugiados”.

“Este êxodo de venezuelanos está a causar grandes desafios imediatos para os países recetores, pondo à prova a capacidade dos governos e das comunidades para responder segundo os padrões internacionais e de forma coordenada”, salientou Luis Almagro.

Por outro lado, o embaixador da Venezuela na OEA, Samuel Moncada, condenou a convocatória da sessão extraordinária do Conselho Permanente daquele organismo que acusou de ter um comportamento “hostil” para com o seu país.

“Lamentamos a prática recorrente desta Organização de não consultar, em nenhum momento, a nossa opinião. Isto não é mais do que uma amostra do caráter hostil e não amigável dos convocadores para com a Venezuela, disse.

Segundo o embaixador, as sessões da OEA são convocadas como “uma plataforma de agressão” contra a Venezuela, “através de uma abordagem seletiva e claramente politizada da realidade” do país.

Segundo dados das Nações Unidas, pelo menos 2,3 milhões de venezuelanos estão radicados no estrangeiro, entre eles 1,6 milhões de pessoas que emigraram desde 2015, devido ao agravamento da escassez de alimentos, medicamentos e aos altos preços dos produtos na Venezuela, tendo em conta os baixos salários.

Países como o Brasil, a Colômbia, o Chile, o Panamá, a Argentina e o Equador figuram entre os principais destinos dos venezuelanos que emigraram para países da América do Sul, nalguns casos a pé, pelas estradas.

O Presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, continua a rejeitar que haja um êxodo de compatriotas causado pela crise no país, afirmando tratar-se de “uma campanha mundial para justificar uma política de intervenção”, e ordenou na segunda-feira a criação de uma ponte aérea para trazer os nacionais que queiram regressar a casa. (Notícias ao Minuto)

por Lusa

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