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Lucas Ngonda abstêm-se de diálogo com membros da FNLA

O presidente da FNLA, Lucas Ngonda, se absteve até ao princípio da tarde desta quarta-feira de receber os 312 membros do seu partido que, desde às 10 horas de terça-feira, se concentraram nas instalações do secretariado-geral, em Luanda, para discutir questões ligadas à vida interna da formação partidária.

A informação foi prestada nesta quarta-feira à Angop, em Luanda, pela porta-voz da comissão de manifestação contra Lucas Ngonda, Lussinda Roberto Augusto da Costa. A Angop encetou desde terça-feira, sem sucesso, contacto com o líder partidário, no sentido de ouvir o contraditório.

O encontro foi marcado por Lucas Ngonda, na sequência de uma petição de 12 antigos combatentes (anciões) da FNLA, chefiados por Manuel Baptista Fula Fula, um dos fundadores do partido.

Para além dos 12 anciões, surgiram no recinto outros 300 militantes para se inteirarem das posições do presidente face a situação da formação política, que conseguiu fazer eleger apenas um deputado, dos 220, na Assembleia Nacional.

Segundo Lussinda da Costa, o encontro estava previsto para terça-feira às 10 horas, tendo sido alterado para as 12 horas do mesmo dia, mas até ao momento não foi realizado.

“O presidente alega que o encontro não pode ter o acompanhamento dos meios de comunicação social e ser restrito aos 12 anciões”, informou a porta-voz, para quem os outros militantes encontram-se fora do recinto e desde às 10 horas de terça-feira que há condições para o referido encontro.

Questionada sobre os objectivos do mesmo, disse que preocupados com a situação da FNLA, actualmente com um deputado na Assembleia Nacional, os anciões e militantes pedem a renúncia de Lucas Ngonda da presidência e a convocação de um congresso inclusivo que consideram ser a via para a reconciliação interna.

Declarou que o mandato oficial de Lucas Ngonda, de quatro anos, enquanto presidente da FNLA, termina dentro de cinco meses.

Adianta que o suposto congresso do Huambo não tem validade, por incorrer em muitos vícios, não ser representativo e violar os princípios estatutários, aferiu Lussinda Costa.
Os anciões presentes representam as 18 províncias do país.

Não temos outra escolha, Lucas Ngonda deve deixar o partido, afirmou na última terça-feira à imprensa o ancião Fula Fula que garantiu a permanência dos anciões e dos militantes no secretariado-geral da FNLA até a realização do encontro com o líder partidário.

Para o ancião, não é salutar assistir a destruição de um partido que participou da luta de libertação nacional.

“É inaceitável que um partido histórico desapareça devido ao mau funcionamento do líder. Por isso, estamos aqui para dialogar e exigir uma mudança da gestão ao actual presidente”, afirmou o responsável que justificou a sua inquietação com os resultados obtidos pela FNLA nas eleições de 2008, três deputados a Assembleia Nacional, de 2012 (dois) e de 2017 (um). (Angop)

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