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Falsos religiosos assaltam viatura e matam cobrador

O motorista Neto dos Santos (nome fictício), quando saiu de casa, julgou, como sempre, que teria uma jornada laboral calma. Com a viatura que tem, dedica-se ao transporte interprovincial, a única fonte de sustento da sua família.

Neto dos Santos e o seu ajudante não desconfiavam sequer que o 30 de Agosto seria um dia trágico para um dos dois. Na paragem conhecida por “Ty Chó”, foram contactados por cinco jovens, que disseram pretender viajar para a província de Malanje, numa missão religiosa. Identificaram-se como fiéis de uma denominação religiosa, com sede em Luanda.

O motorista viu ali uma oportunidade de ter um “bom arranque” em termos de facturação, tendo até abdicado de levar mais passageiros para Malanje, depois de ter acertado com os cinco indivíduos o preço pela corrida: 180 mil kwanzas.

O pesadelo dos dois começou depois de terem percorrido mais de 300 quilómetros. Quando deixaram a sede do Lucala, província do Cuanza-Norte, um dos cinco jovens mandou parar a viatura. O grupo anunciou o assalto. O motorista e o ajudante foram levados para a mata, com as bocas cobertas com fita adesiva. Neto dos Santos conseguiu escapar, mas o seu ajudante não teve a mesma sorte. Morreu vítima de asfixia.

Os cinco marginais seguiram viagem até Malanje e à chegada dirigiram-se a uma oficina de mecânica, com o objectivo de descaracterizar a viatura para a venda de acessórios. Foram denunciados. Um grupo de agentes da Polícia chegou ao local e deu voz de prisão. Quatro foram detidos e o quinto elemento pôs-se em fuga, estando a monte até hoje.

Um dos jovens, de 25 anos, disse à comunicação social que participou no plano porque precisava de dinheiro e o seu envolvimento no crime é resultante de uma proposta apresentada pelo chefe do grupo para o roubo de uma viatura destinada a um cliente de Malanje. O carro está à guarda do Comando Provincial de Malanje da Polícia Nacional e à espera do seu proprietário.

O porta-voz do Serviço de Investigação Criminal (SIC), Lindo Ngola, pediu à população que colabore com a Polícia Nacional e o Serviço de Investigação Criminal para a captura do último integrante do grupo.
Lindo Ngola disse ser necessário que haja uma profunda reflexão, com a participação da sociedade civil, sobre a criminalidade em Angola, onde a maioria das pessoas em conflito com a lei é jovem. (Jornal de Angola)

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