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Detido no Irão marido de advogada dos direitos humanos que já está presa

O marido de uma advogada iraniana defensora dos direitos humanos detida desde meados de Junho foi igualmente detido, disse hoje o seu advogado à agência France-Presse.

“Reza Khandan foi detido na terça-feira de manhã na sua casa em Teerão por agentes do Ministério das Informações”, indicou Mohammad Moghini num contacto telefónico.

Khandan foi levado para a prisão de Evin (norte de Teerão) e acusado por um juiz de conspiração contra a segurança nacional, propaganda contra o Estado e propaganda contra o código de vestuário da República Islâmica, adiantou o advogado.

A última acusação deve-se ao facto de terem sido encontrados na sua casa crachás com a inscrição “não ao véu islâmico obrigatório”, precisou Moghini.

A mulher de Khandan, Nasrin Sotoudeh, é uma conhecida militante dos direitos humanos no Irão, distinguida em 2012 com o Prémio Sakharov para a Liberdade de Pensamento, atribuído pelo Parlamento Europeu.

Sotoudeh, 55 anos, defendeu várias mulheres detidas em Dezembro e Janeiro por retirarem nas ruas os lenços que devem cobrir-lhes o cabelo em público, em protesto contra a obrigatoriedade desta prática no Irão desde a revolução islâmica de 1979.

A advogada foi detida em meados de Junho para cumprir uma pena de prisão de seis anos, após ter sido condenada à revelia por espionagem, segundo os seus advogados, que consideraram o veredicto ilegal.

Segundo Moghini, Sotoudeh, que arrisca um novo processo por conspiração, manifestação e propaganda contra a República Islâmica, iniciou a 25 de Agosto uma greve de fome para protestar contra a pressão sobre a sua família.

A justiça fixou em sete mil milhões de riais (mais de 42.000 euros) a fiança para a libertação de Khandan, montante que Moghini considerou “legalmente inaceitável”.

As duas filhas do casal, de 10 e 18 anos, ficaram ao cuidado de uma tia, disse ainda o advogado.

A propósito de várias detenções, entre as quais a de Khandan, a organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch divulgou um comunicado lamentando que as autoridades de Teerão “intensifiquem a sua repressão contra os defensores dos direitos humanos” detendo “dezenas de advogados e activistas cujo ‘crime’ é ‘defender os direitos fundamentais dos cidadãos'”. (Notícias ao Minuto)

por Lusa

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