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Rússia retoma bombardeamentos contra “ninho de terroristas” em Idlib

Moscovo junta-se a Damasco e volta a bombardear província de Idlib, duas semanas depois de ter cessado, temporariamente, os ataques. Bombardeamentos da Rússia anteveem ofensiva em larga escala coordenada com regime de Damasco. Kremlin ignora aviso de Trump e diz que província síria é “ninho de terroristas”.

A Rússia começou a bombardear a província de Idlib, na Síria, um dos últimos bastiões da oposição a Bashar al-Assad, horas depois de Donald Trump ter deixado um aviso no Twitter.

De acordo com a Reuters, que cita o Observatório Sírio para os Direitos Humanos, os bombardeamentos da aviação russa começaram esta terça-feira. Desde 15 de agosto que os ataques aéreos russos tinham cessado naquela província síria, pelo que este retomar dos ataques torna cada vez mais evidente que o regime de Assad e os seus aliados preparam-se para iniciar uma ofensiva em larga escala.

Desde a passada sexta-feira que a Rússia iniciou manobras militares no mar Mediterrâneo, coincidindo com um reforço da presença militar russa ao largo da Síria. Serguei Lavrov prometeu uma “operação antiterrorista” em Idlib.

Apesar de Moscovo ter cessado os bombardeamentos durante cerca de duas semanas, forças governamentais de Assad continuaram a atacar a zona de Idlib.

Esta província, uma das últimas que resiste ao regime, é controlada maioritariamente por grupos jihadistas, nomeadamente pelo antigo braço da Al-Qaeda na Síria. Em Idblib, estão também presentes vários outros grupos rebeldes, que vão desde os mais moderados aos extremistas do autodesignado Estado Islâmico.

Donald Trump já avisou Damasco, Teerão e Moscovo relativamente uma ofensiva naquela região, temendo que “centenas de milhares de pessoas possam ser mortas”.

Em resposta ao presidente norte-americano, o Kremlin criticou a abordagem de Washington e reforçou que Idlib é “um ninho de terroristas”. “Falar só para dar alguns avisos, sem ter em conta o potencial muito perigoso e negativo de toda a situação na Síria, provavelmente não é uma abordagem muito completa e compreensiva”, disse Dmitry Peskov, porta-voz do Kremlin, em conferência de imprensa.

A ONU alertou também para o facto de, em Idlib, viverem cerca de três milhões de pessoas, pelo que ofensiva em larga escala, como se adivinha, poderá causar uma catástrofe humanitária.

Para o próximo dia 7 de setembro está marcado um encontro entre líderes russos, turcos e iranianos para discutir o futuro da Síria. As conversações que saírem desse encontro podem ser fulcrais para o futuro de um país que está em guerra há mais de sete anos. (Notícias ao Minuto)

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