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Ex-militares do MPLA acusam associação de antigos combatentes de desviar 5 milhões USD

Ex-militares da Forças Armadas Populares de Libertação de Angola (FAPLA), antigo exército do MPLA, acusaram hoje a Associação de Apoio aos Combatentes da ex-FAPLA (ASCOFA) de ter desviado cinco milhões de dólares.

A acusação, em que se inclui também o desvio de mais de 200 viaturas, foi manifestada na sede da associação, em Luanda, por dezenas de ex-militares que se concentraram nas instalações da ASCOFA, exigindo explicações sobre o destino dos meios rolantes e financeiros e ainda demissão da direcção da instituição.

Segundo os ex-militares do antigo exército do MPLA, a actual direcção da ASCOFA, que não realiza qualquer assembleia para renovação de mandatos, deu “destino incerto a vários apoios” prestados pelo Estado.

“A nossa reclamação prende-se com a má gestão da ASCOFA, sobretudo na pessoa do presidente de direcção. A ASCOFA foi fundada em 2011 e nunca de tivemos assembleia de renovação de mandato”, lamentou Caetano Marcolino, aos jornalistas.

O membro da Associação de Apoio aos Combatentes da ex-FAPLA lembrou que a ASCOFA tem um estatuto de utilidade pública e que os meios e outros apoios dados pelo Estado “nunca tiveram reflexo na vida dos associados”.

Entre esses apoios, explicou, estão 200 viaturas “desaparecidas”, 73 delas oferecidas pelo ex-Presidente de Angola José Eduardo dos Santos “para ajudar as cooperativas dos associados a escoar os produtos do campo para a cidade”.

“Contámos apenas 21 na associação. As outras 72 estão desaparecidas”, sustentou, referindo que idêntico cenário aconteceu com uma cooperativa de táxi associada a ASCOFA.

De acordo com Caetano Marcolino, ao todo eram 100 as viaturas disponibilizadas aos associados para o serviço personalizado de táxi, mas tal serviço funcionou apenas um ano.

“Funcionou apenas um ano e, com muitas falhas. Houve um descalabro por desordem da direcção da ASCOFA, com negócios paralelos, e outras foram desviadas. Por isso, remetemos já uma queixa-crime junto do tribunal”, explicou.

As acusações sobre o descaminho de verbas e de viaturas foram também reiteradas por Raul Santos, coronel reformado, que afirmou que a direcção da associação “mentiu ao Estado, ao MPLA e ao presidente do partido” que governa Angola.

“Se a direcção diz que não recebia nada do Estado, não sei qual foi o destino dos cinco milhões de dólares que o ex-Presidente da República [José Eduardo dos Santos] pôs à disposição para aquisição de meios da ASCOFA”, acrescentou.

Por sua vez, Aníbal de Sá e Silva, outro associado da ASCOFA, referiu que foi um dos contemplados para o serviço de táxi, salientando que, formalmente, recebeu as chaves da viatura, mas que nunca a teve à disposição.

“Eu também fui um dos beneficiários dessas viaturas, mas não cheguei de receber. Foram entregues a pessoas estranhas”, declarou.

A direcção da ASCOFA, contactada pela Lusa, disse que irá esclarecer o assunto numa conferência de imprensa, em princípio na próxima quarta-feira. (Novo Jornal Online)

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