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Empresário Álvaro Sobrinho promete investir mais em Angola

O empresário angolano Álvaro Sobrinho, que denunciou nesta segunda-feira estar a ser perseguido em países onde está a invistir, prometeu desinvestir nas ilhas Maurícias e aplicar o seu dinheiro em Angola.

Álvaro Sobrinho, que se considera um empresário do mundo, prometeu aplicar o seu dinheiro em Angola, país onde afirma ter negócios relevantes e que oferece grande oportunidades de investimento.

Em declarações à Televisão Pública de Angola (TPA), informou que em Agosto último foi interrogado, durante seis dias, sete horas por dia, nas Ilhas Maurícias, por uma comissão independente anti-corrupção, sobre os seus investimentos naquele país e relações com o poder politico, que terão levado à renúncia em Março da Presidente Ameenah Gurib-Fakim.

O empresário descartou qualquer envolvimento na utilização, pela Presidente Ameenah Gurib-Fakim , do cartão de crédito platina , da Fundação Bill & Melinda Gates, para uso pessoal, e que levou à renuncia da Chefe de Estado das Ilhas Maurícias.

Segundo referiu, quando foi detectada a utilização do cartão de crédito para coisas próprias, a Presidente pediu desculpas e reembolsou o dinheiro à Fundação.

“Não foi o Álvaro Sobrinho que deu o cartão, foi uma Fundação que tem o prestigio de Bill & Melinda Gates”, explicou o empresário.

O empresário que foi gestor sénior do antigo Banco Espírito Santo (BES) assegurou que não foi constituído arguido em nenhum dos processos que correm em Portugal sobre a falência do Grupo BES.

“Estou muito cansado. Não há nada a dizer”. Foi o único comentário do empresário Álvaro Sobrinho, após sair das instalações da Comissão Independente contra a Corrupção das Ilhas Maurícias.

A Presidente da República das Maurícias, Ameenah Gurib-Fakim, demitiu-se em Março após ter sido detectado que usava um cartão de crédito fornecido pela Planet Earth Institute, uma fundação criada por Sobrinho com o objectivo de promover a ciência em África.

Ameenah Gurib-Fakim gastou mais de 20 mil euros em jóias e outros bens de luxo com o cartão da fundação criada por Sobrinho. Devolveu depois o dinheiro, mas foi forçada a demitir-se.

O empresário referiu que o cartão de crédito era para gastos da fundação e não para despesas pessoais. As suspeitas dos investigadores é que seria uma forma de pagar favores políticos.

Uma outra situação refere-se à ligação entre a Presidência e o grupo empresarial de Sobrinho. Dass Appadu, ex-secretário da Presidência e membro do Planet Earth Institute, deve ser em breve ouvido pela comissão para explicar o papel que desempenhou nos projectos de Álvaro Sobrinho, como CEO da Vango Properties, outra companhia do universo do empresário. (Angop)

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