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ONU disponibiliza-se para negociar cessar-fogo na Líbia

A missão das Nações Unidas para a Líbia convocou hoje os diferentes grupos líbios em conflito para uma reunião para tentar parar os combates entre as milícias que decorrem há uma semana.

Num comunicado divulgado hoje, a missão explica que a reunião responde ao desejo do Secretariado da Organização das Nações Unidas (ONU) de resolver a situação e ao pedido do Governo de Acordo Nacional líbio, que solicitou mediação internacional.

“O diálogo terá lugar ao meio-dia de terça-feira, num lugar a anunciar”, explica a nota, sem detalhar que grupos ou milícias foram convocadas para a reunião “de caráter urgente”.

Os confrontos, que causaram a morte a mais de 40 pessoas e ferido cerca de 200, estalaram no domingo numa área densamente povoada em Salehdin.

A zona está sob o controlo da Sétima Brigada e da milícia Al Kani, anteriormente ligada ao Ministério da Defesa do Governo de Acordo Nacional.

Do outro lado, estão as Brigadas Revolucionárias de Trípoli, a Força Especial de Dissuasão, a Brigada Abu Selim e a Brigada Nawassi, todas elas anexadas aos Ministérios do Interior e da Defesa do Executivo, financiado pela União Europeia.

A Força Especial de Dissuasão acusou a “Sétima Brigada” de ser uma quinta-coluna do marechal Khalifa Hafter, homem forte do executivo do leste da Líbia.

Tanto o Conselho de Anciãos de Trípoli, como a comissão de mediação composta pelas cidades de Tarhuma, Misrata, Zintan, Zawia e Trípoli tentaram negociar um cessar-fogo, até ao momento sem sucesso.

Na última tentativa, que incluía a entrada de uma força neutral formada por milícias do ocidente e centro da região militar de Trípoli, foi rejeitada pela “Sétima Brigada”, que luta no sul da capital.

Esta milícia, ligada ao ex-deputado e senhor de guerra Salah Badi, mantém o controlo da área do antigo aeroporto de Trípoli, fechado desde 2014 e peça estratégica cobiçada pelas várias partes.

Tanto o Conselho de Anciãos, como o grupo de 80 deputados do Parlamento de Tobrunk (leste) que apoiaram o pacto que permitiu criar o Governo de Acordo Nacional em 2016, culparam o líder Fayez Al Serraj pela violência e exigiram a renúncia do executivo.

A Líbia vê-se como um Estado falido, vítima do caos e da guerra civil desde 2011, após uma ação militar da NATO que contribuiu para a vitória dos rebeldes sobre a ditadura de Muammar Kadhafi.

Atualmente a Líbia tem dois governos.

A divisão tem sido explorada por grupos jihadistas, que se estabeleceram no país, e por máfias dedicadas ao tráfico de armas, combustível, comida e pessoas, aproveitando-se de uma economia nacional em ruínas. (Notícias ao Minuto)

por Lusa

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