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Dívidas da Unicargas resultam de incumprimentos

Presidente do Conselho de Administração da Unicargas, Celso Rosa (Foto: Clemente dos Santos)

A dívida de mais de nove biliões de kwanzas da Unicargas resultou do incumprimento de um contrato de gestão com o Porto de Luanda e da aquisição de peças para manutenção da sua frota de camiões, revelou hoje o presidente do Conselho de Administração da empresa, Celso Rosas.

A empresa beneficiou-se também, ao longo dos últimos 10 anos, de diversos serviços de terceiros, entre os quais de segurança e manutenção, e de empréstimos para implementação de projectos de investimentos que não foram honrados e que a endividaram.

A dívida com a Empresa Portuária de Luanda pela exploração e gestão do Terminal Polivalente está acima dos sete biliões de kwanzas, 70 porcento do total da divida da Unicargas (AKz 9.974.699.915,24).

O gestor, que falava à Angop, na sequência de um balanço feito pela Unicargas na última semana, sobre as actividades desenvolvidas no primeiro semestre deste ano, explicou que as dívidas com o Porto de Luanda decorrem da falta de pagamentos de rendas pela exploração e gestão do Terminal Polivalente no recinto portuário, que se acumularam até aos dias de hoje.

O Porto de Luanda cedeu, por via de um contrato de 20 anos, a gestão e exploração do Terminal Polivalente. Do acordo já decorrem 15 anos.

O incumprimento no pagamento das rendas foi influenciado pela crise, iniciada em 2014, que reduziu o número de navios no terminal explorado pela empresa e consequentemente as suas receitas.

Além da diminuição do fluxo de navios, desde o começo da crise económico-financeira, os resultados negativos da empresa também deveram-se à necessidade de obras profundas no terminal.

Segundo Celso Rosas, que está a frente da empresa há mais ou menos sete meses, as obras devem ser realizadas no cais e estão avaliadas em mais de 30 milhões de dólares norte-americanos. Nesse momento, precisam apenas de um financiamento para arrancar com a reabilitação do terminal.

Para o PCA, as obras que devem ser feitas no cais são profundas e uma vez executadas vão melhorar o seu estado técnico e modernizá-lo.

Paralelamente às melhorias que devem ser feitas na estrutura física do cais, Celso Rosas avançou que pretendem também adquirir equipamentos, principalmente guindastes para facilitar os processos de descargas dos navios.

Para eliminar a dívida, desde que chegou à presidência da Unicargas, Celso Rosas está a pagar, mensalmente, um montante que ainda não satisfaz mas que corresponde a um sinal positivo e de respeito para com o Porto de Luanda.

“Estamos a fazer também um trabalho de clarificação da dívida para se encontrar uma forma de resolver e negociá-la”, informou o entrevistado, que manifestou esperança na melhoria da situação da empresa.

A Unicargas emprega 732 trabalhadores e 32 avençados. (Angop)

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