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João Lourenço destaca “habilidade diplomática” pela paz de Kofi Annan

O Presidente de Angola, João Lourenço, lamentou a morte, no sábado, de Kofi Annan, considerando “justo” destacar a “habilidade diplomática” e o “papel relevante” desempenhado pelo antigo secretário-geral da ONU “na procura da paz global”.

Numa nota de condolências em reação à morte de Kofi Annan enviada ao atual secretário-geral da ONU, o português António Guterres, o chefe de Estado angolano realçou que os esforços do diplomata ganês foram reconhecidos quando, juntamente com a ONU, foi distinguido em 2001 com o prestigiado Prémio Nobel da Paz.

No seu entender, Kofi Annan deixa um “legado importante” na defesa dos direitos humanos, patente na sua ação em favor da criação do Fundo Global de Luta contra a Tuberculose e a Malária e no empenho em reformar e renovar a ONU, com o objetivo de a tornar mais representativa dos povos dos diferentes continentes.

O Presidente angolano sublinhou que a década do mandato como secretário-geral da ONU (de 01 de janeiro de 1997 a 01 de janeiro de 2007) ficou marcada por processos que conduziram à paz em diferentes países, como em Angola, em Timor-Leste e nos Balcãs.

João Lourenço recordou que, sob o consulado de Kofi Annan, foi aprovada a Missão de Observação das Nações Unidas em Angola (MONUA), destacando também a visita feita então ao país com o objetivo de apaziguar as tensões então existentes entre as partes em conflito e assegurar um cessar-fogo duradouro.

“Com grande consternação tomei conhecimento do falecimento do Dr. Kofi Atta Annan, antigo Secretário-Geral das Nações Unidas, cujo percurso de vida em prol do bem comum lhe granjeou o maior respeito e consideração, não só no Gana, seu país natal, mas em todo o mundo”, lê-se na nota de condolências, em que João Lourenço presta uma “profunda homenagem a este verdadeiro símbolo da paz mundial”.

O antigo secretário-geral da Organização das Nações Unidas e prémio Nobel da Paz, em 2001, Kofi Annan, morreu no sábado em Berna, Suíça, aos 80 anos.

No decorrer do seu mandato à frente das Nações Unidas, Annan criou, em 2001, o Fundo Global de Luta contra a SIDA, Tuberculose e Malária, uma parceria público-privada internacional, para apoiar os países em desenvolvimento.

Em 1962, o diplomata ganês assumiu a direção de Orçamento da Organização Mundial da Saúde (OMS) e regressou às Nações Unidas no final da década de 1980 como secretário-geral adjunto em três posições consecutivas – Gestão dos Recursos Humanos e Coordenador para as Medidas de Segurança do Sistema das Nações Unidas (1987-1990), subsecretário-geral para o Planeamento de Programas, Orçamento e Finanças e de Controlador (1990-1992) e responsável pelas Operações de Manutenção da Paz (1993-1996).

Após deixar a ONU, foi enviado especial das Nações Unidas para a Síria, onde liderou os trabalhos para se encontrar uma solução pacífica para o conflito. (Notícias ao Minuto)

por Lusa

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