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Itália ameaça devolver migrantes à Líbia se a União Europeia não ajudar

Barco com 177 migrantes está, desde quinta-feira, a aguardar autorização para atracar. Itália e Malta recusam receber o barco e, este domingo, Salvini fez um ultimato à União Europeia: ou Bruxelas ajuda, ou migrantes regressam à Líbia.

Enquanto Malta e Itália trocam acusações, o barco Diciotti continua sem autorização para atracar e, perante este impasse, 177 migrantes, incluindo várias mulheres e crianças, estão sem solução à vista.

Depois de Roma pedir sanções contra Malta, que acusa de ter um “comportamento inqualificável”, o ministro do interior italiano subiu o tom este domingo com um ultimato à União Europeia e ameaçou devolver os 177 migrantes resgatados pela Guarda Costeira italiana à Líbia.

“Ou a Europa decide seriamente que tem de ajudar a Itália, começando pelos imigrantes do Diciotti, ou seremos obrigados a fazer algo que acabará definitivamente com o negócio dos traficantes”, atirou Matteo Salvini, líder da Liga, citado pelo El País, para depois concluir a ameaça: “Isto é, acompanhar a um porto líbio as pessoas resgatadas no mar”.

Antes desta ameaça do ministro do interior italiano, o ministro das Infraestruturas, Danilo Toninelli, deixou fortes críticas a Bruxelas e pediu uma solução para o Diciotti. “A União Europeia deve dar um passo em frente e abrir os seus portos à solidariedade, senão não tem motivos para existir”, escreveu Toninelli no Twitter.

O ministro das Infraestruturas reiterou que o resgate feito pela Guarda Costeira italiana “demonstra que a Itália não recua na hora de salvar vidas humanas” e acusou Malta de “comportamento inqualificável”.

Já o ministro do interior maltês, Michael Farrugia, acusa Itália de intercetar os migrantes em águas maltesas, com o objetivo de os impedir de chegar a Itália. Por isso, considera que a “única solução é que o barco desembarque em Lampedusa ou em outro porto italiano”.

O Diciotti está a poucos milhas da ilha de Lampedusa, em Itália, no entanto, as declarações de Toninelli e Salvini dão a entender que Roma não pretende ceder um milímetro na sua dura política de acolhimento de refugiados.

Enquanto continuam as ameaças e trocas de acusações, 177 pessoas, entre elas seis mulheres e 34 menores, continuam no interior do barco Diciotti, sem saber o que futuro reserva. (Notícias ao Minuto)

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