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Fotógrafos temem desvalorização da profissão com proliferação de telemóveis

FOTÓGRAFOS (FOTO: LUCAS NETO)

Fotógrafos do Lubango temem que a profissão possa desaparecer pelo actual impacto dos telemóveis no envolvimento da actividade, reduzindo de forma significativa o valor do ofício, a constatação deu-se por ocasião do Dia Mundial da Fotografia, assinalado domingo.

Muitos são os cidadãos no Lubango que têm na fotografia o seu ganha-pão, que hoje sentem-se ameaçados pelo pouco valor que recebem dos utentes, pós para eles qualquer pessoa tem a facilidade de fazer uma fotografia com qualidade e onde quer que esteja.

Em declarações à Angop, por ocasião da data, alguns fotógrafos foram unânimes em dizer que já não é possível viver somente da profissão, pois a adesão baixou consideravelmente, em relação aos períodos em que os telemóveis não se faziam sentir.

Alex Daniel, de 37 anos de idade e fotógrafo há 22 anos, disse que quando começou não existia muitas dificuldades, actualmente os problemas são enormes, desde a aquisição do equipamento até a adesão por parte dos clientes.

Fez saber que os telemóveis estão a ganhar cada vez mais protagonismo na profissão, que segundo ele correr o risco de desaparecer, mas recorda que uma boa fotografia e com qualidade só é possível com uma máquina profissional.

Por outra, lamentou o facto de não existir nenhuma associação que possa defender os seus interesses e direitos na província, pois muitos são os casos em que os clientes não cumprem com os acordos estipulados, com destaque para os contratos de casamentos, baptizados e eventos sociais, por isso pede a direcção da cultura no sentido de prestar um apoio.

Manuel Canjanja, de 32 anos idade, que exerce a profissão há dez anos, diz mesmo que as dificuldade passam pela adesão ao serviço, ficando dois a três dias sem cliente, porque fotografia em formato físico já não tem saída no mercado, desinteresse que também atribui a proliferação de telemóveis de última geração.

Apelou aos colegas de profissão, no sentido de serem mais unidos e criarem uma associação que passará a salvaguardar os seus direitos.

Alberto Tchongolola, de 27 anos de idade, que vive de fotografia desde 2004, diz ser uma profissão apaixonante, mas lamenta o facto de não existir no país uma escola que forma cidadãos para área, o que tem estado a fazer é o auto-didactismo por meio da internet.

Admite que no seu quotidiano tem encontrado muitos impasses na aquisição do material, que tem de vir da África do Sul, agravando-se por falta de divisas, pós nos mercados locais os preços são exorbitantes, não compensando com o rendimento diário na ordem dos 2000 mil Kwanzas.

O dia mundial da fotografia tem origem na invenção do daguerreótipo, que é um processo fotográfico desenvolvido por Louis Daguerre em 1837, a fotografia foi concebida para guardar recordações, para contar uma história em imagem assim como ilustrar as belas paisagens que o mundo nos oferece, a foto é a arte das memórias e das celebrações da vida Humana. (Angop)

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