ONG investe mais de 900 mil Euros em Projectos Agrícolas

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A Organização Não-governamental Federação Luterana Mundial (LWF), investiu desde Julho de 2015, 999 mil euros em projectos sobre a subsistência de vida, direito a terra e revisão periódica universal, nos municípios do Léua, Lumege-Cameia, Camanongue e Luau.

A organização filantrópica alemã “Pão para o Mundo”, foi que financiou o projecto concebido para três anos e cuja segunda fase de implementação iniciou em Julho último, segundo o seu responsável, Sabino Calucango.

Apontou que na primeira fase de implementação, o projecto abrangeu 36 mil camponeses de três municípios (Léua, Lumege–Cameia e Camanongue), legalizando 26 associações agrícolas, bem como foram alfabetizadas mil e 80 pessoas, correspondendo a 80 porcento de beneficiários do sexo feminino.

O projecto permitiu igualmente a delimitação de terras de 12 associações de camponeses, enquanto 14 outros processos aguardam pelo mesmo procedimento nos próximos meses.

Fez saber que as actividades são desenvolvidas em colaboração com a União dos Camponeses Angolanos (UNACA), Gabinete da Família e Promoção Social, da Justiça e do Instituto Geográfico e Cartográfico de Angola (IGCA) e consistem fundamentalmente, na legalização das associações de camponeses e das terras.

A capacitação das autoridades tradicionais, líderes religiosos e camponeses sobre a lei de terra, elaboração de projectos agrícolas, direito humanos, advocacia e ministração de aulas da alfabetização, são entre outras acções constantes do projecto.

O responsável disse que nesta 2ª fase, a LWF pretende trabalhar em parceria com as universidades que operam na província, para sensibilizar os estudantes sobre a mesma matéria “lei da terra”, de forma que estes disseminem o conteúdo nas comunidades, a julgar pelo desconhecimento do assunto por parte da população local.

A par disso, revelou, a LWF implementa desde Janeiro último, nas referidas circunscrições, um outro sub-projecto, orçado em 532 mil euros, também financiado pelo “Pão para o Mundo”, sobre agricultura sustentável em dois anos, com vista a reforçar noções sobre a lei da terra.

As acções deste sub-projecto visam capacitar as comunidades sobre as questões de segurança alimentar, promoção de iniciativas agro-pecuárias locais, agricultura de frutas (mudas frutíferas), fomento da piscicultura e horticultura.

A revisão periódica universal é um mecanismo recomendado pelos membros da Organização das Nações Unidas (ONU), que visa estabilizar a economia das comunidades, através da legalização das terras dos camponeses. (Angop)

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