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Presidente da República visita zona económica especial

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O Presidente da República, João Lourenço, inteirou-se nesta quarta-feira sobre o estado actual do Pólo de Viana, no intuito de dar um novo impulso à Zona Económica Especial (ZEE) Luanda – Bengo, mediante a implementação de políticas mais eficientes.

Na companhia de membros do Governo, João Lourenço recebeu explicações sobre os investimentos efectuados e o estado actual da mesma, da parte de responsáveis pela gestão do projecto, tendo, em seguida, visitado algumas unidades em funcionamento na ZEE.

O Chefe de Estado constatou o funcionamento da Vedatela, Mangotel, Ninhoflex, Mecametal, Medvida, Angola Cabos, Galvanang, Coticash, Inducarpim, MTBT, Indupackage e a CSG que se dedicam, respectivamente, à fabricação de torres metálicas, colchões, peças metálicas, material de apoio hospitalar, produção de cabos eléctrico e montagem de automóveis.

Durante a apresentação, o ministro da Economia e Planeamento, Pedro Luís da Fonseca, salientou que o ordenamento territorial do desenvolvimento económico assenta em diferentes premissas, sendo a racionalidade uma das mais importantes, principalmente quando estão em causa fundos públicos provenientes do Orçamento Geral do Estado (OGE) e em contextos de escassez de receitas.

Aferiu que a estabilidade macro económica é uma pré-condição essencial para o crescimento económico, pelos seus reflexos nas decisões de financiamentos e de investimento das empresas.

Segundo o ministro, a promoção da competitividade das empresas e a sua expansão no mercado interno e regional constituem condições essenciais para assegurar a diversificação da estrutura económica, reduzir o défice da balança comercial, alargar a base de incidência tributária, facilitar a integração nos mercados internacional e regional, com reflexos positivos no crescimento económico, na criação de empregos e na redução da pobreza.

Reconhecendo-se a importância da diversificação para a estratégia de desenvolvimento económico do país, disse que o Governo, conforme o seu plano de crescimento nacional, apostará no fomento das actividades viradas a produção de bens que satisfaçam as necessidades básicas da população, utilizem tecnologias, mão-de-obra intensiva e geradora de emprego, viabilizem a valorização de recursos naturais nacionais e dinamizem as cadeias de fornecimento naturas.

De acordo com o ministro, esta estratégia permitirá potenciar as vantagens competitivas de Angola, levando a produção nacional a conquistar, progressivamente, quotas crescentes no mercado interno e promovendo a substituição de importações.

A mesma vai contribuir para a diversificação da estrutura da economia e das exportações, assim como para a redução do défice da balança comercial de Angola, acrescentou.

Referiu ainda que a criação dos Pólos de Desenvolvimento Industrial é uma das medidas activas, para a concretização de políticas activas de industrialização.

A Zona Económica Especial (ZEE) Luanda – Bengo é constituída por 21 reservas fundiárias, sendo sete industriais, seis agrícolas e oito mineiras, que estão dispersas, em Luanda, no municípios de Viana, Cacuaco e Icolo e Bengo, enquanto que na província do Bengo estão no Ambriz e Barra do Dande. Ela tem uma área total de 416 mil hectares.

A principal reserva onde o Estado investiu em termos de investimentos para a sua infra-estruturação foi na reserva industrial de Viana (Luanda), que tem cerca de oito mil 434 hectares.

Até ao momento, segundo o presidente do Conselho de Administração da ZEE, António de Lemos, estão infra-estruturados cerca de 421 hectares. Em fase de infra-estruturação estão 243 hectares.

Em relação às outras reservas, frisou que embora estejam implantadas uma ou outra unidade, não há obras de infra-estruturas em curso e na grande maioria não existem planos directores.

Actualmente estão em funcionamento 22 unidades industriais, que absorvem cerca de mil 366 trabalhadores directos.

A ZEE poderá contribuir para a redução das importações de produtos essenciais para o desenvolvimento nacional, criação de uma plataforma de geração de empregos e diversificação da economia, absorção de conhecimento, a possibilidade de sinergias resultantes da sua localização geográfica privilegiada, veículo para a promoção de exportação, mediante a atracção de novos investimentos, entre outros.

Entre 2011 e 2014, foram investidos pela Sonangol, que é a gestora do projecto, 472 milhões 953 mil dólares para a infra-estruturação, enquanto os custos relativos ao funcionamento foram de 385 milhões e 779 mil dólares a que se adicionaram 8 milhões e 165 mil dólares. (Angop)

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