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Jornalismo económico deve estar à altura da compreensão do cidadão

O jornalismo económico, dada a sua complexidade e especialização, deve exigir um tratamento jornalístico à altura da compreensão do cidadão comum, considerou hoje o director nacional de Comunicação Institucional do Ministério da Comunicação Social, Eduardo Magalhães.

Ao intervir na abertura do seminário sobre “O papel do jornalismo económico como instrumento de transformação social”, em representação do ministro João Melo, o director sublinhou que o rigor da informação económica pressupõe a apresentação clara e objectiva dos factos e deve valorizar a objectividade.

Acrescentou que o rigor tem ainda como pressuposto a separação entre factos e opiniões, tendo como regra a identificação das fontes de informação e a atribuição das opiniões recolhidas aos respectivos autores.

De acordo com o director, o jornalismo económico deve seguir as regras gerais da profissão e para ser bem feito deve ser conciso, simples, rigoroso, o que significa que a descrição corresponda à realidade, ou seja não é falseada, nem destorcida e nem vaga.

Eduardo Magalhães destacou as medidas de ajustamentos estruturais em curso nos domínios fiscal, monetário e cambial.

Considerou o momento actual de desafiante para o País devido o novo ciclo político, caracterizado por abertura económica, traduzida pela aprovação de novas leis “mais arejadas” e facilitadoras do investimento privado nacional e estrangeiro, propiciadora de uma concorrência mais sã com o fim de vários monopólios em áreas sensíveis da economia.

Por seu turno, o secretário-geral da Associação de Jornalistas Económicos de Angola (AJECO), João Joaquim, considerou que jornalismo económico angolano tem registado progressos pelo número e qualidade das publicações, bem como da nata de jovens jornalistas que se dedicam a abordagem de matérias essencialmente económicas.

Na sua visão, além dos factos noticiosos, artigos de opinião e outros géneros jornalísticos, os jornalistas económicos precisam de investigar mais os fenómenos como a corrupção, branqueamento de capitais, fraudes fiscais e outros males que atentam contra as liberdades fundamentais dos cidadãos.

Apontou a incipiente formação especializada, falta acesso às fontes de informação, como entraves ao desempenho dos profissionais de classe, daí a importância da promoção de acções de formação, de troca de experiência e diálogo.

De acordo com o responsável, daí que a forma como o jornalista dá tratamento às informações de economia para o público é fundamental, na medida em que se observa os princípios da objectividade e do rigor.
O secretário da AJECO entende que perante uma situação de crise económica e financeira, o jornalista deve assumir também uma postura didáctica, pelo facto das crises serem passageiras.

Realçou a existência de veículos de informação económica que têm estado a prestar o seu contributo no desenvolvimento do jornalismo económico, como Jornal de Economia & Finanças, Semanário Expansão, Azimute da RNA, redacção de Economia da Angop, Jornal Mercado, Valor Económico, entre outros.

João Joaquim adiantou que a AJECO pretende fazer ressurgir o “Prémio Kianda” de Jornalismo Económico.

O seminário sobre “O papel do jornalismo económico como instrumento de transformação social”, realizado no Centro de Formação de Jornalistas (Cefojor) pela Associação de Jornalistas Económicos de Angola (AJECO), visou alertar os jornalistas económicos sobre cuidados a ter na transmissão de informações que suscitem ou criem caos à sociedade, sobretudo neste período de crise económica e financeira.

No acto foram homenageados s jornalistas falecidos Pedro Chitas e António Freitas, pelo contributo prestado em prol do jornalismo económico angolano. (Angop)

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