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Plástico agride ecosistema marinho no país

A poluição resultante do descarte de resíduos plásticos por parte de banhistas e embarcações prejudica o ecossistema marinho, alertou hoje (terça-feira), em Luanda, o presidente do Conselho de Administração da Agência Nacional de Resíduos, Sabino Ferraz.

Em declarações à Angop, o responsável aferiu que os plásticos têm altos índices de absorção de poluentes e podem sofrer alteração com a exposição aos raios ultravioleta e à água salgada, juntando-se ao plâncton.

O plâncton é um conjunto de organismos que vivem dispersos nas águas doce, marinha e salobra, com muito pouca capacidade de locomoção sendo transportados pelas correntezas.

Nesta perspectiva, prosseguiu, que as espécies marinhas confundem os plástico com alimentos e ingerem-nos, correndo o risco de contaminação, que ao entrarem na cadeia alimentar humana, é transmissível.

Para este efeito, enfatizou, que os agentes poluidores presentes nos plásticos podem ser de naturezas química, biológica ou até energética, como a luz, o calor ou a radiação.

“Até alguns produtos aparentemente benignos para a actividade humana podem ser considerados poluentes, se provocarem efeitos negativos posteriores”, enfatizou.

Por isso, considerou, que alguns produtos libertos da actividade industrial como resíduo podem não ter uma perigosidade imediata e directa, mas se em contacto com outros, que ocorrem na natureza ou em presença de certas condições de luminosidade ou radiação, podem tornar-se nocivos.

Ao nível programático, adiantou, que uma das mais importantes vertentes da política ambiental é a educação e sensibilização das comunidades.

Sabino Ferraz proferiu que está a ser preparada a legislação para a obrigação do pagamento dos sacos de plástico leves, e propõe que a receita arrecadada por essa via sirva exactamente à promoção de campanhas, programas e projectos de consciencialização e educação ambiental. (Angop)

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