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CFL têm de gerar mais 250 milhões kz de receita por mês para funcionarem com normalidade

O Caminho-de-Ferro-de Luanda (CFL) necessita de 285 milhões de kwanzas mensais para garantir os custos de operações mas actualmente factura apenas 30 milhões de kz por mês, informou a empresa, que procura um novo plano para garantir a sua sustentabilidade financeira.

Esta informação foi avançada aos jornalistas por Júlio Bango Joaquim, presidente do Conselho de Administração do Caminho-de-Ferro de Luanda, no final de uma visita do titular do ministro dos Transportes, Ricardo de Abreu, às instalações dos CFL, este fim de semana.

“Estamos longe daquilo que se pode pensar que o CFL faz em dinheiro, portanto, há ainda alguns exercícios que têm que ser feitos para termos a empresa em bom estado funcional”, disse o responsável.

Júlio Bango Joaquim garantiu que pretende tornar a actividade mais rentável, com a duplicação da linha férrea Bungo/Baia, cuja conclusão das obras está prevista para o final deste ano, e a construção de passagens aéreas para a circulação de veículos nas passagens de nível.

“Isso sim, vai aumentar a movimentação de pessoas e gerar maior arrecadação de receitas”, afirmou o PCA, acrescentando que “10 comboios circulam diariamente no troço Bungo/Catete e há necessidade de tornar mais fluido esta circulação”, afirmou.

Um dos grandes constrangimentos para os CFL, segundo o seu PCA, tem sido o conflito entre os munícipes ao longo da linha férrea.

“Estão a invadir os morros de vedação da linha, construindo lá paredes das residências e muitas das vezes obstroem as valas de drenagem e vandalizam os cercos das linhas, desde a estação do Bungo até à estação de Viana”, descreveu.

De referir que no mês passado, o presidente do Conselho de Administração dos CFL salientou que a circulação dos comboios do Caminho-de-Ferro no troço Bungo/Baia, poderá paralisar, a qualquer momento, devido à quantidade de lixo naquela linha férrea e à vandalização dos comboios.

Na ocasião, Júlio Bango disse que era necessário tomar medidas urgentes para se reverter o actual quadro, porque a eventual paralisação do troço terá como consequência o aumento do tráfego rodoviário, além de dificultar a circulação de pessoas e mercadorias.

O Caminho de Ferro de Luanda, com 424 quilómetros, liga Luanda a Malanje. (Novo Jornal Online)

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