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Agricultura na Huíla conta com USD 50 milhões do BAD

Cerca de 54 milhões de dólares norte-americanos vão ser investidos pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), na província da Huíla, para a implementação de cadeias de valor no sector agrícola, a partir de 2019.

A iniciativa do Ministério da Agricultura e Florestas visa aumentar a produção, melhorar a produtividade e o acesso aos mercados, assim como a promoção das exportações.

Neste projecto, o BAD coopera com o Ministério da Agricultura e Florestas, que tem trabalhado na realização de estudos que visam o desenvolvimento da cadeia de valores agrária, abrangendo as regiões Norte, Sul e Centro (corredor do Lobito) de Angola.

Em declarações à imprensa hoje,no Lubango, o director geral-adjunto para a área técnica do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDF), Felismino da Costa, disse que o valor referido para a Huíla, pode ser mudado até a conclusão do diagnóstico, que vai até final do ano em curso.

“Estamos a confirmar os estudos até o fim do ano. Vai ser refeito o projecto para no início de 2019 ser levado ao banco para aprovação. O financiamento é para agricultores tradicionais e industriais para alavancar a actividade produtiva, comercial e industrial”, disse o gestor.

Salientou que o número de famílias envolvidas no programa constitui uma abordagem reservada ao governo da província, em função as áreas que vão ser identificadas como prioridades, para serem integradas dentro das diversas componentes a serem desenvolvidas no programa.

Destacou que o projecto de desenvolvimento de cadeias de valores, para além de actividades inerentes à produção da agricultura, congrega um conjunto de programas que visam facilitar os factores de fornecimento da produção, como materiais e equipamentos agrícolas, passando pela realização do processo produtivo, comercialização e processamento.

A reabilitação de estradas secundárias e terciárias é outra valência presente no projecto, para a facilitar as ligações ao mercado e o enfoque principal – os grupos no meio rural, sobretudo a juventude e chefes de família, com maior atenção à mulher.

Acrescentou que no meio rural existem problemas de êxodo da juventude, a procura de condições fora do local. O projecto traz uma abordagem onde os jovens em vez de procurar emprego vão gerar empregos para outros jovens.

As questões ambientais são outro factor a ser estudado na região, disse a fonte, realçando que existe a urgência de desenvolver todo um conjunto de acções com a finalidade de aumentar a resiliência dos produtores e criadores às alterações climáticas, numa visão integrada, permitindo um desenvolvimento harmonioso das comunidades rurais.

A província da Huíla conta com 32 comunas e 28 técnicos agrários, mas tem um défice de perto de 100 técnicos agrários.No mínimo, necessita de três técnicos por comuna, para poder levar serviço de extensão rural. (Angop)

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