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Cientistas propõem nova escala para potenciais sinais extraterrestres

Segundo a nova proposta de investigação, a escala Rio 2.0 classifica potenciais sinais de vida extraterrestre de zero a dez, sendo que dez corresponde a “um aperto de mão de um alienígena”.

A Rio 2.0 é uma proposta de atualização de uma escala já usada pela comunidade científica que investiga a hipótese de vida extraterrestre desde 2001. O grupo de investigação publicou a proposta na revista científica International Journal of Astrobiology.

A escala atribui pontuações a sinais detetados em buscas por inteligência extraterrestre (SETI), que caracteriza não só as consequências de um sinal, mas também a probabilidade de ser genuíno.

“Estamos a falar de situações extraordinárias e, portanto, são necessárias provas extraordinárias para acompanhá-las”, disse ao diário britânico The Guardian Duncan Forgan, do Centro de Ciência Exoplanetária da Universidade de St. Andrews, que liderou o projeto.

“Idealmente, isto significa múltiplas observações de múltiplos instrumentos”, realça Forgan.

A nova escala poderá ser usada como a escala de Richter, que classifica os terramotos. Um sinal é classificado de imediato e depois atualizado à medida que surgem novos dados, explicou Jill Tarter, autora do artigo e cofundadora do Instituto SETI (Search for Extraterrestrial Intelligence), em Mountain View, na Califórnia.
Potencial risco de falhas técnicas

A nova escala permite que a comunidade científica avalie os sinais de potencial inteligência extraterrestre de zero a dez graus. Neste sentido, zero corresponde a nada provável e dez é equivalente a “uma sonda espacial alienígena a orbitar a Terra ou a um aperto de não de um alienígena”, ou seja, contacto, segundo Forgan.

Existem cerca de 400 mil milhões de estrelas na Via Láctea e inúmeros dados a consubstanciar que a maioria tem planetas a orbitar em seu redor.

Mas com tantas estrelas a ser observadas há um risco constante de falhas técnicas ou sinais disfarçados de potenciais transmissões alienígenas.

Neste sentido, esta ferramenta tem como objetivo descartar sinais falsos e encontrar dados mais fidedignos.

“Pode existir um problema com o telescópio ou uma frequência de rádio proveniente de algo na Terra”, disse ainda Forgan. “Podemos achar que encontrámos um alienígena, mas na verdade encontrámos uma praça de táxis”, acrescentou.

A nova Escala do Rio foi submetida ao International Academy of Astronautics Permanent Committee para ratificação oficial. (RTP)

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