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África Central e Ocidental contra ameaças no Golfo da Guiné

A partilha de fronteiras terrestres e marítimas faz com que as regiões da África Central e Ocidental sejam vulneráveis a numerosas ameaças de segurança e ambientais no golfo da Guiné.

Esta afirmação foi feita nesta segunda-feira, na cidade de Lomé, Togo, pelo Presidente em exercício da Comunidade Económica de Desenvolvimento dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), Faure Essozimna Gnassingbé.

Na sua intervenção, o Presidente em exercício da CEDEAO, apontou ameaças como a pirataria, tráfico de petróleos, pesca ilegal não declarada, sem regulamentação e o depósito de objectos tóxicos no mar.

Ao falar na cerimónia de abertura da Cimeira Conjunta dos Chefes de Estado e de Governo das comunidades Económicas de Desenvolvimento da África Ocidental (CEDEAO) e dos Estados da África Central (CEEAC), afirmou que estas regiões sofrem também de outras actividades ilícitas transfronteiriças, nomeadamente o tráfico de armas, de seres humanos, de droga e o branqueamento de capitais.

Segundo Faure Essozimna Gnassingbé, a proximidade geográfica, sociocultural e económica entre a África Central e a África Ocidental criou laços e influencias ao nível dos Estados e das populações dos dois conjuntos, fazendo com que as duas regiões partilhem os mesmos problemas de segurança.

“É nesta perspectiva que estamos a realizar a cimeira, com a firme vontade de criarmos as condições de uma paz durável e de um ambiente seguro no espaço comum das regiões”, disse, além de abordarem questões jurídicas e judiciárias, extradição e cooperação em matéria de política criminal.

Faure Gnassingbé apelou aos estados membros da CEEAC e da CEDEAO, a União Africana, a ONU e outras organizações internacionais para fazerem um acompanhamento da efectivação das recomendações desta cimeira conjunta sobre a paz, estabilidade, segurança e a luta contra o terrorismo e o extremismo violento.

Corroborando da ideia, o Presidente em exercício da Comunidade Económica dos Estados da África Central (CEEAC), Ali Bongo Ondimba, defende que a luta contra o terrorismo e o extremismo violento se constitua numa alavanca de reafirmação da cooperação entre as duas regiões, ligadas pela história, geografia e as afinidades culturais.

Pediu um rigor na examinação de questões ligadas à paz, segurança, estabilidade e a luta contra o terrorismo e extremismo violento no espaço comum, cujos blocos economicos foram criados em 1983 (CEEAC, em Libreville, Gabão) e 1975 (CEDEAO, em Abuja Nigéria).

Para o igualmente Presidente da República do Gabão, as ameaças de segurança transversais no espaço da África Central e da África Ocidental exigem acções concertadas e colectivas.

O Presidente da CEEAC recomendou um alargamento da cooperação para outros campos de segurança, dando exemplo a problemática dos fluxos migratórios, por impactarem, de forma muito clara, a segurança dos estados, ameaçando o desenvolvimento.

A CEEAC é composta por Angola, Camarões, Burundi, Chade, Gabão, Guiné-Equatorial, repúblicas Centro Africana, Democrática do Congo (RDC), do Congo, Ruanda e São Tomé e Príncipe.

Já a CEDEAO é integrada pelo Benim, Burkina Faso, Cabo Verde, Costa do Marfim, Gâmbia, Gana, Guiné Bissau, Guiné Conacri, Libéria, Mali, Níger, Nigéria, Senegal, Serra Leoa e Togo, com uma população estimada em 350 milhões de habitantes. (Angop)

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