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Ministro aponta desafios para entrada nos BRICS

Manuel Augusto - Ministro das Relações Exteriores (Foto: Francisco Miúdo)

O ministro das relações exteriores, Manuel Augusto, disse, em Joanesburgo, África do Sul, ver com “bons olhos” a pretensão de Angola de integrar os BRICS, mas advertiu que, para tal, terá de dar sinais claros de crescimento e desenvolvimento.

O governante falava à imprensa, a propósito da participação do Presidente da República, João Lourenço, na 10ª Cúpula do grupo dos cinco países com as principais economias emergentes do Mundo, tendo afirmado que um dos desafios a vencer é melhorar o ambiente de negócios.

“O Presidente da República, na sua alocução, disse esperar que, muito em breve, o acrónimo BRICS tenha outras letras. Esperamos que a próxima seja o A. Mas sabemos que, para chegar, lá precisamos de fazer muito mais”, declarou, referindo-se aos BRICS.

No entender de Manuel Augusto, Angola tem grande potencial, mas para estar na “roda dos grandes” precisaria de assegurar que as suas práticas, o estilo de governação, o ambiente de negócios, a facilitação do investimento (…) sejam uma realidade.

Integrado pelo Brasil, pela Rússia, Índia, China e África do Sul, o BRICS é um grupo importante no cenário global do G20 e um contrapeso para o G7.

Só em 2017, a sua participação na economia global foi de 23,6 por cento. Dados do Fundo Monetário Internacional estimam que, em 2022, a quota aumente para 26,8 por cento. Em termos populacionais, os números do grupo são mais robustos.

Em 2015, os BRICS representavam 41 por cento do total da população mundial.

Todavia, há ainda desequilíbrio entre os cinco países, sendo que os dados económicos da China correspondem a quase dois terços do desempenho económico dos BRICS. A África do Sul contribui com cerca de 3 por cento do desempenho económico do grupo.

João Lourenço participou pela primeira vez numa Cúpula desse grupo, desde a sua eleição a Presidente da República, em Agosto de 2017.

Esta foi a segunda vez que Angola participou da Cimeira, depois de ter estado em Durban, em 2013, com o ex-Presidente da República, José Eduardo dos Santos.

Na África do Sul, João Lourenço aproveitou estabelecer contactos com homólogos de outros países, dos BRICS e não só, tendo em vista o reforço da cooperação. (Angop)

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