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Ministra promete mais apoio aos pescadores artesanais

A ministra das Pescas e do Mar, Victória de Barros Neto, afirmou quinta-feira, na cidade do Soyo, que o seu sector continuará a potenciar os pescadores artesanais da província do Zaire com meios técnicos, de modo a aumentarem os níveis de captura do pescado.

A promessa foi feita durante um encontro que a governante manteve com um grupo de pescadores artesanais residentes ao longo das margens do canal do rio Zaire, no âmbito da sua visita de dois dias ao Soyo, onde preside hoje, sexta-feira, o primeiro conselho consultivo alargado do seu pelouro.

Victória de Barros Neto reconheceu a elevada qualidade do pescado produzido no Zaire, com destaque para o seu potencial em mariscos e outras espécies de muita demanda no mercado nacional e internacional, tendo aconselhado os pescadores a aumentarem as quotas de captura para permitir a exportação do excedente.

“Reitero que o pescado do Zaire tem qualidade, não só para consumo interno, mas também para exportar”, reforçou.

A ministra manifestou-se solidária e sensível às dificuldades na conservação do pescado, tendo tranquilizado os pescadores de que o seu sector está a criar algumas facilidades para que o peixe da região chegue em melhores condições aos potenciais mercados de consumo internos e externos.

Referiu-se também aos constrangimentos na aquisição de artefactos e outros meios de pesca por parte dos seus assistidos, frisando estar em curso um plano que visa dar resposta a essas inquietações.

Falou, por outro lado, da problemática da fiscalização marítima, para quem os técnicos da área do seu Ministério, integrados numa comissão multi-sectorial trabalham para desencorajar todas as actividades ilícitas ao longo da costa marítima e fluvial do país.

A ministra entende, entretanto, que a fiscalização marítima não deve ser encarada como apenas responsabilidade do sector que dirige, apelando para a conjugação de esforços entre todos os organismos que velam pela segurança marítima, frisando que para além da pesca ilegal existem outros crimes como a poluição, contrabando, fuga ao fisco, imigração ilegal que devem ser combatidos.

Num outro desenvolvimento, a governante minimizou o problema de arrastões de artefactos dos pequenos pescadores por navios de grande porte, frisando ser um conflito entre segmentos da mesma actividade.

Segundo disse, existem acusações mútuas entre os pescadores artesanais e os armadores semi-industriais e industriais, com os primeiros a queixarem-se do arrasto dos seus artefactos, ao passo que os restantes segmentos justificam dizendo que os pescadores artesanais exercem a sua actividade em locais impróprios.

No entanto, a titular da pasta das Pescas e do Mar assegurou mais empenho dos fiscais no sentido de irem dirimindo essas desavenças, para quem a actividade pesqueira deve ser exercida de forma harmoniosa, onde todos os segmentos tenham o seu espaço para trabalhar, evitando-se assim o conflito de interesses.

A ministra procedeu a entrega de duas embarcações artesanais a igual número de cooperativas de pescadores locais, acto a que se seguiu um passeio turístico ao longo do canal fluvial do rio Zaire. (Angop)

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