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BDA promete financiar projectos agrícolas locais

O Banco de Desenvolvimento Africano (BDA) promete, a partir de 2019, financiar projectos locais integrados no sector agrícola, anunciou hoje, quarta-feira, nesta província, o chefe da delegação daquela instituição bancária, Jean Marie.

Falando aos jornalistas, no final de um encontro com a vice-governadora local para o sector político, social e económico, Maricel Capama, o responsável fez saber que serão priorizados projectos que integrem a produção agrícola, transformação industrial e comercialização.

Informou que o financiamento será extensivo às 18 províncias do país, confirmando estar em curso, com os governos provinciais, a discussão dos estudos de viabilidade realizados nos anos passados, para que se encontrem as estratégias adequadas para a implementação com êxito dos referidos projectos.

A propósito, o director geral do Instituto de Desenvolvimento Agrário (IDA), David Tunga, explicou que os projectos do BDA surgem dentro da parceria com o Ministério da Agricultura e Florestas, constituindo-se em factor indispensável para executar de forma intercalada as acções que permitirão desenvolver uma cadeia de valores no sector, no âmbito da diversificação da economia nacional.

Afirmou que os mesmos vão permitir o aumento da capacidade de produção da agricultura familiar, de comercialização e transformação dos produtos do campo, para se elevar a renda das famílias camponesas do país, visando o combate da fome e da pobreza nas comunidades.

Para o alcance dos objectivos desejados, segundo David Tunga, o ministério da Agricultura está a enquadrar, quer nesta fase de discussão dos resultados dos estudos desenvolvidos, como na fase seguinte da elaboração dos projectos, técnicos de outros sectores, como da indústria, comercio, acção social, família e igualdade do género, juventude e desporto, para assegurar a abordagem transversal dos mesmos programas.

Além da fase de elaboração do projecto, disse seguir-se-á outra da sua discussão pelo Governo e o BDA para, posteriormente, partir-se para a etapa da execução.

Para o efeito, confirmou, foram seleccionadas três regiões, sendo que a primeira correspondente a zona norte (Uige, Zaire, Cuanza Norte, Lunda Norte, Lunda Sul e Bengo), a segunda do centro (Huambo, Bié, Moxico e Benguela) e a última referente a zona sul (Huíla, Namibe, Cuando Cubango e Cunene).

De forma independente, tendo em conta a sua localização geografia, está a província de Cabinda, onde, segundo o director-geral do IDA, os projectos já tiveram início com um orçamento estimado em 101 milhões de dólares.

A vice-governadora para o sector político, social e económico da província do Huambo destacou a iniciativa do BDA, referindo que a mesma vem mitigar as ineficiências e dinamizar o sector agrícola na província, que dispõe de várias potencialidades.

Anunciou que os projectos do BDA serão implementados nos municípios do Ucuma, Chinjenje e Longonjo que não foram contemplados pelo Projecto de Agricultura Familiar Orientada para o Mercado, financiado pelo Banco Mundial.

Admitiu que o governo da província vai exigir maior acompanhamento para que os projectos tenham sustentabilidade e proporcionem os objectivos desejados, melhorando a renda das famílias beneficiadas. (Angop)

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