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Angola ainda tem 750 mil pessoas a carecer de assistência alimentar no sul do país – ONU

No seu mais recente relatório sobre a situação humanitária em Angola, o UNICEF, através do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários (UNOCHA, sigla em inglês), volta a sublinhar que em Angola ainda subsistem 756 mil pessoas a precisar de assistência alimentar e cerca de 700 mil sem acesso a água potável, incluindo mais de 400 mil crianças.

Localizando o foco do problema nas províncias do Sul, o documento do UNOCHA, nota que Angola é vítima de fenómenos climáticos, como o El Nino, que provocam secas prolongadas, e também da crise económica que, desde 2014, está na génese da deterioração de muitos serviços de assistência humanitária e equipamentos essenciais às populações, como é caso de peças existentes nos pontos de acesso à água que, estando inoperacionais, os tornam inúteis.

O documento sublinha o forte impacto desta situação nas mais de 400 mil crianças no centro deste furacão de dificuldades, especialmente nas províncias do sul do país, como o Cunene, o Kuando Kubango, a Huíla e o Namibe.,

Este cenário envolve ainda como dura cifra a existência de mais de 42 mil crianças com menos de cinco anos escrutinadas com malnutrição e cerca de 10 mil foram mesmo identificadas com malnutrição severa a exigir intervenção imediata, entre Janeiro e Junho deste ano, nas zonas afectadas pela seca.

Os números referentes a crianças afectadas apontam para a existência em Angola de mais de 400 mil sem acesso a água potável.

Outro ponto focado no documento deste escritório da ONU é a questão da cólera, que, entre Janeiro e Junho deste ano, já registou 890 casos suspeitos nas províncias do Uíge, Cabinda e Luanda, e, entre estes, 15 mortes.

O relatório relembra ainda a situação dos mais de 35 mil refugiados da República Democrática do Congo (RDC) que se encontram, desde meados de 2017, na Lunda Norte, para onde fugiram da violência na região do Kasai.

A possibilidade de novos surtos de violência na RDC, especialmente nas zonas mais próximas da fronteira com Angola, podem gerar novos fluxos de refugiados, até porque o país vizinho está a atravessar um complexo e imprevisível processo eleitoral, o que leva a UNICEF a estimar a necessidade de preparativos para acudir a essa eventualidade, de forma a não serem, bem como as autoridades angolanas, apanhados de surpresa.

Para estas e outras respostas, só no que toca às crianças, o UNICEF vai precisar de ajuda no valor de 14,6 milhões de dólares, especialmente para as zonas de seca prolongada e para as crianças refugiadas na Lunda Norte. (Novo Jornal Online)

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