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Estado da Nação: PP, PSD e PTS dizem que país está “desacreditado”, “desesperante” e em “extrema dependência externa”

Os partidos sem assento parlamentar (PP, PSD, PTS) fazem uma avaliação “negativa” do estado actual do País, afirmando que o mesmo está “desacreditado”, “desesperante” e em “extrema dependência externa”.

Os três partidos em apreço se posicionaram nesse tom hoje, em declarações à Inforpress, a propósito do debate sobre o Estado da Nação a realizar-se sexta-feira, 27, na sessão parlamentar de Julho, cujos trabalhos iniciaram esta segunda-feira na Cidade da Praia.

Conforme sublinhou o presidente do Partido Popular (PP), Amândio Vicente, há um “descrédito, tanto a nível interno, como a nível externo”, indicando que o Governo tem falhado na implementação de políticas em quase todos os sectores de actividade.

“Este Governo tem falhado em quase tudo e marca a história de Cabo Verde pela negativa” notou Amâncio Vicente, apontando a educação, a saúde e a segurança como os sectores mais fragilizados.

O líder do Partido Popular considera que a greve da Polícia Nacional e as “represálias” contra o ex-comandante da PN na ilha do Sal, Elias Silva, foi o resultado da “baixa moral” dos agentes da polícia, que culminou no retrocesso da segurança pública.

Acrescentou ainda, que o ambiente de negócios está cada vez mais “pior”, em decorrência dos “gargalos” que são os transportes aéreos e marítimos”.

“Cinquenta e dois voos cancelados com 7. 550 passageiros em terra. A economia está um autêntico fracasso”, enfatizou Amândio Vicente, propondo, todavia, que para haver uma melhor gestão da Nação, deverá existir mais rigor na gestão do dinheiro público, dar prioridade a uma saúde tendencialmente gratuita e maior combate à corrupção.

Um concurso público sério na administração pública, potenciar a exploração do mar e promover uma vida digna aos pescadores são outras propostas elencadas por Amândio Vicente.

Por sua vez, o Partido Social Democrata (PSD), na pessoa do seu coordenador nacional, Rui Além, caracteriza o estado da Nação de “deplorável” e “desesperante”, devido à falta de princípios e organização na implementação de políticas nos mais diversos sectores.

” A Nação está debilitada fruto da má gestão dos sucessivos Governos, que nunca se preocuparam com o país, mas sim com interesses dos partidos ou dos elementos que governam”, disse, notando que essa desorganização é notória no mau funcionamento dos transportes com o principal realce aos transportes públicos urbanos.

“Como é que um país pode querer organizar os transportes marítimos ou aéreos se não conseguem disciplinar o próprio transporte público urbano”, questionou o coordenador nacional do PSD.

Para os sociais-democratas, o actual Governo não tem se preocupado com o desenvolvimento económico do país e na melhoria das condições de vida dos cidadãos, isto porque, segundo Rui Além, não tem havido uma política para o desenvolvimento económico das empresas do país.

Instado a apontar algum sector onde houve algumas melhorias, Rui Além respondeu o seguinte: “Isso é procurar uma agulha num palheiro. Não vejo melhorias de forma alguma, vejo tudo a piorar”.

Já o presidente do Partido do Trabalho e Solidariedade (PTS), Gilson Alves, considerou que se vive numa “extrema pobreza” devido a uma “dependência externa extrema”.

Para Gilson Alves, o Governo vê este “estado de dependência externa “, como o único caminho para a salvação do povo e do Estado, e por isso, “cria políticas que têm por objectivo estender uma passadeira vermelha aos turistas e aos mercenários estrangeiros”, denunciou.

Segundo o líder trabalhista, o Executivo está a ver com “bons olhos” a ” emigração económica”, em vez de apostar na volta dos emigrantes para o país.

“Este Governo é muito pouco criativo e intelectualmente medíocre”, disse Gilson Alves, sublinhando que nesse lapso de tempo não viu nenhuma melhoria no país com o Executivo de Ulisses Correia e Silva.

“O actual Governo tem um único objectivo: Matar os cabo-verdianos à fome e vender o que ainda sobrar ao capital externo’, enfatizou.

Durante as últimas semanas os partidos com assento parlamentar (MpD, PAICV e UCID) estiveram em jornadas parlamentares para preparar o debate sobre o Estado da Nação, a acontecer esta sexta-feira, 27, na Assembleia Nacional. (Inforpress)

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