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Empresa espanhola que trabalhou nas presidenciais angolanas investigada por comissões ilegais de 2,4 milhões de euros

A Agência Tributária de Espanha multou a empresa Indra Sistemas S.A. no âmbito de uma investigação pelo pagamento de comissões ilegais de 2,4 milhões de euros, efectuado no âmbito das presidenciais de 2012. As suspeitas, avança o jornal El Confidencial, envolvem também as eleições de 2008, onde um dos irmãos do ex-Presidente da República é apontado como beneficiário das “luvas”.

Contratada através da Comissão Nacional Eleitoral de Angola (CNE) para assegurar a logística das presidenciais angolanas de 2008, 2012 e 2017, a empresa Indra Sistemas S.A. caiu nas malhas do Fisco espanhol por causa da sobrefacturação, no pleito de 2012, do frete de 14 aviões Boeing 747 usados para transportar material eleitoral.

Segundo uma investigação do jornal El Confidencial, depois de contabilizar 5,33 milhões de euros pela operação – realizada com recurso à firma britânica Kessler Consultants -, a empresa acrescentou outros 9,8 milhões de euros ao contrato, dos quais 2,4 milhões permaneceram por justificar.

A “engenharia contabilística” foi explicada, por fonte interna da empresa, citada pelo jornal espanhol, pela necessidade de compensar intermediários no negócio, formulação recorrente nas investigações no exterior envolvendo contratos com Angola.

Isso mesmo revelaram os processos da Mercasa, para construção de um mercado em Luanda, e da Defex, para fornecimento de armas à Polícia Nacional, ambos instaurados em Espanha.

No caso da Indra, a empresa reconhece “deficiências de gestão” em relação a Angola, mas nega o pagamento de comissões ilegais.

A firma admite igualmente que começou a ser investigada pela Agência Tributária em 2015, acrescentando que também deu início ao seu próprio inquérito.

Aliás, a empresa chegou mesmo a demitir o outrora responsável pelos processos eleitorais, decisão se torna indissociável das suspeitas angolanas.

De acordo com um trabalhador da Indra, que falou ao El Confidencial, depois de conseguir o contrato com a CNE “rolaram” várias “luvas”, pagas sob a forma de direitos referentes aos aviões que iam aterrando no aeroporto de Luanda.

“Uma dessas compensações foi para Luís Eduardo dos Santos, irmão do ex-Presidente de Angola e actual director não executivo da TAAG”, noticia o diário espanhol, que calcula em 108 mil euros essa contrapartida.

O El Confidencial escreve ainda que pediu, nas últimas semanas e de forma reiterada, esclarecimentos sobre o caso à CNE e ao Executivo liderado por João Lourenço. No entanto, lamenta o jornal, ambos recusaram responder. (Novo Jornal Online)

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