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Especialistas denunciam espécies em perigo de extinção em Angola

(DR)

Ambientalistas pedem medidas mais duras e fim da impunidade para a caça furtiva

Trinta espécies da fauna angolana correm sérios riscos de desaparecerem se não se colocar fim à caça furtiva praticada em Angola, denuncia o ex responsável do Ministério do Ambiente, o ambientalista Vlademir Russo.

Este mês foi divulgada a primeira lista vermelha de Angola onde constam as espécies em extinção ou em risco de extinção como o símbolo de Angola, a Palanca Negra Gigante.

Vlademir Russo defende medidas mais enérgicas contra os caçadores furtivos, enquanto outro ambientalista, José Silva, concorda mas considera questões de impunidade como estando na base da continuidade da caça furtiva em Angola.

Silva diz que anteriormente existiam coutadas de caça, onde os caçadores podiam praticar a actividade dentro da legalidade, só que estes locais desapareceram e hoje caça-se em qualquer local incluindo em reservas e parques de proteção animal.

“Há o factor desproporcional em que os caçadores estão em vantagem numérica e de meio sobre os fiscais de caça, com meios sofisticados como motos e armas modernas, enquanto os fiscais em número de 2 a 3, andam a pé e sem meios”, denunciou Silva.

“Há pessoas que praticam a caça há anos e estão bem identificadas mas há também um problema de impunidade”, acrescentou aquele ambientalista.

Este mês foi divulgada a primeira lista vermelha de Angola onde constam as espécies em extinção ou em risco de extinção como o símbolo de Angola, a Palanca Negra Gigante.

“Neste momento Angola tem três espécies em extinção, o pinguim, a chita castanha e o rinoceronte por questões naturais, destruição do habitat e caça furtiva”, disse José Silva, acrescentando haver 30 espécies em risco de extinção como, por exemplo, a nossa palanca negra, que é o nosso orgulho, mas que neste momento não nos dá apenas preocupação porque está em risco de desaparecer”.

Bernardo de Castro, outro especialista, diz que o problema está na ineficácia das instituições em lidar com o assunto.

Para ele, as pessoas com poder financeiro, político e militar não são alvo da lei, daí considerar que “o problema maior está na debilidade das instituições”. (Voa)

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