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Malásia divulgará a 30 de Julho relatório sobre voo desaparecido

A Malásia divulgará no dia 30 de julho um relatório longamente aguardado sobre o desaparecimento do voo MH370 da Malaysia Airlines, comunicou o ministro dos Transportes nesta sexta-feira.

Em maio a Malásia cancelou uma busca submarina da aeronave, a cargo de uma empresa privada, que se tornou um dos maiores mistérios da aviação mundial ao desaparecer com 239 pessoas a bordo quando ia de Kuala Lumpur a Pequim no dia 8 de março de 2014.

A equipe de investigação informará os familiares dos desaparecidos a respeito do relatório no Ministério dos Transportes em 30 de julho, disse o titular da pasta, Anthony Loke.

“Cada palavra gravada pela equipe de investigação será incluída neste relatório”, disse ele aos repórteres, acrescentando que uma coletiva de imprensa ocorrerá após a reunião a portas fechadas.

“Estamos comprometidos com a transparência deste relatório”, afirmou Loke. “Ele será apresentado por inteiro, sem nenhuma edição, acréscimos ou omissões.”

O relatório será publicado na internet, e cópias em papel serão distribuídas às famílias e jornalistas credenciados, entre outros, disse o ministro, acrescentando: “Toda a comunidade internacional terá acesso ao relatório”.

O Voice 370, um grupo que representa os familiares, havia feito um apelo ao governo malaio a estudar o voo, inclusive “qualquer possível falsificação ou eliminação de registos relacionados ao MH370 e sua manutenção”.

Os únicos restos confirmados da aeronave Boeing 777 foram três fragmentos de asa surgidos em praias do Oceano Índico.

A busca da empresa Ocean Infinity, que a Malásia cancelou em 29 de maio, vasculhou 112 mil quilômetros quadrados do sul do Oceano Índico ao longo de três meses, sem fazer nenhuma nova descoberta relevante.

Tratou-se da segunda grande busca, já que Austrália, China e Malásia encerraram uma operação infrutífera de 147,06 milhões de dólares em uma área de 120 mil quilómetros quadrados no ano passado.

O primeiro-ministro Mahathir Mohamad disse que a Malásia cogitaria retomar as buscas se novos indícios surgissem. (Reuters)

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