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Suspeitas de fraude na reconstrução das casas em Pedrógão Grande

Há suspeitas de um alargado esquema fraudulento na reconstrução das áreas ardidas na sequências dos incêndios florestais que mataram 66 pessoas em Pedrógão Grande em 2017.

De acordo com revista “Visão”, há quem tenha solicitado a alteração da morada fiscal para que habitações que não eram permanentes passassem a ser tratadas como casas de primeira habitação. Segundo uma investigação da revista, em causa estão quase 500 mil euros que terão sido desviados para obras que não integravam a categoria de urgentes.

Casas em ruínas ou danificadas antes dos incêndios terão sido recuperadas aproveitando uma lacuna na lei. Estes casos ainda não foram reportados pelas autarquias locais e o Governo desconhece mesmo a sua existência.

Tragédia em números

Na sequência dos fogos de junho de 2017, 264 habitações permanentes terão ardido. Foram aplicados 10 milhões de euros nessas intervenções. Segundo a revista Visão, inicialmente estava previsto o investimento de 97 milhões de euros. As inúmeras entidades que operaram no terreno conseguiram angariar mais de 17 milhões de euros em ajudas.

Nas suspeitas levantadas pela revista estarão sete habitações em que foram investidos 479 176,63 euros. São quase 5% dos 10 milhões que a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR) investiu na reconstrução de habitações danificadas pelos incêndios na região Centro.

À Rádio Renascença, a presidente da CCDR, Ana Abrunhosa, disse que teve conhecimento das alegadas irregularidades através da comunicação social. “Se tivéssemos conhecimento, naturalmente não teríamos validado estas situações, a serem verdade”, vincou. A responsável adianta ainda que “estas situações têm que ser investigadas pelo Ministério Público”. (Jornal de Notícias)

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