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Adesão de Angola a Commonwealth prevista para Setembro. Já para a Francofonia, a previsão aponta para 2020

O Governo do Reino Unido pretende discutir em setembro a adesão de Angola à Commonwealth, durante a prevista visita a Luanda da enviada especial ao país da primeira-ministra Theresa May, anunciou Lindsay Northover.

A pretensão de adesão à Commonwealth foi manifestada em junho, pelo Presidente angolano, João Lourenço, e em setembro está prevista nova visita de Lindsay Northover a Luanda, como a própria anunciou num artigo de opinião, publicado no Jornal de Angola.

“Acolho com muita satisfação o interesse de Angola em aderir à Commonwealth e espero que o assunto seja um tópico de conversação relevante durante a minha próxima visita, em setembro. Em três anos esta será a minha oitava visita a Angola no cargo de Enviada da primeira-ministra britânica para o Comércio com Angola”, lê-se no artigo de opinião, publicado no domingo.

“O objetivo da minha visita será, conforme as anteriores, promover uma maior cooperação empresarial entre Angola e o Reino Unido. Porém, desta vez o foco será no setor agrícola de Angola”, acrescentou a baronesa Lindsay Northover.

Durante a visita oficial que realizou a Paris no final de maio, João Lourenço manifestou, no Palácio do Eliseu, o interesse de Angola em ser membro da Organização Internacional da Francofonia e recebeu o apoio do seu homólogo francês, Emmanuel Macron.

Dias depois, a 01 de junho, o Presidente angolano acrescentou que pode seguir-se um pedido idêntico para a Commonwealth, comunidade que junta os países anglófonos.

“A exemplo do que se passa com Moçambique, que está ali encravado entre países anglófonos (…) e acabou por aderir à Commonwealth, também Angola está cercada, não por países lusófonos, mas por países francófonos e anglófonos. Portanto, não se admirem que estejamos a pedir agora a adesão à francofonia e que daqui a uns dias estejamos a pedir também a adesão à Commonwealth”, apontou João Lourenço.

No artigo publicado no Jornal de Angola, Lindsay Northover recorda que a Commonwealth é uma “associação voluntária de 53 estados soberanos, independentes e iguais”, com 2.400 milhões de pessoas “e que inclui tanto economias desenvolvidas como países em desenvolvimento”.

“Os países da Commonwealth têm um grande desempenho e compõem sete dos 10 principais países do Índice Ibrahim de Governança Africana; os custos bilaterais para as trocas comerciais são em média 19% mais baixos para os países da Commonwealth do que para os países não-membros; e na África Subsaariana, os países da Commonwealth compõem sete dos 10 países com melhor desempenho em igualdade de género”, aponta Lindsay Northover, no mesmo artigo.

Recorda que, “assim como Angola”, os dois últimos países que se juntaram à Commonwealth, Ruanda e Moçambique, “não têm laços históricos com o Império Britânico”.

Segundo Lindsay Northover, a Agência do Reino Unido para o Financiamento de Exportações (UKEF) tem atualmente uma disponibilidade de até 750 milhões de libras esterlinas (850 milhões de euros) para apoiar projetos em Angola.

Francofonia

Angola poderá ser admitida na Organização Internacional da Francofonia (OIF), em 2020, durante a 19ª cimeira de chefes de Estados e de Governo deste bloco comunitário, a realizar-se na capital tunisina, Túnis, anunciou o embaixador de França no país, Sylvain Itté.

Em declarações à imprensa, sábado, em Luanda, por ocasião da Festa Nacional de França, o diplomata explicou que o primeiro passo da candidatura foi dado com a declaração do Presidente angolano, João Lourenço, em Maio passado, em Paris.

O embaixador francês precisou que, depois do anúncio público da pretensão angolana de aderir à OIF, “segue-se todo um processo até à formalização da candidatura”.

Infelizmente, lamentou, esta decisão das autoridades angolanas, anunciada durante a primeira visita oficial do chefe de Estado angolano a um país europeu, “chega depois da data limite para o depósito das candidaturas para a próxima cimeira da OIF, em Erevã, na Arménia”.

De acordo com o embaixador, a cimeira da OIF programada para a capital arménia será a 19ª edição deste encontro de cúpula que se organiza de dois em dois anos, e terá lugar em Outubro próximo.

“Vamos trabalhar para a próxima cimeira da OIF, em 2020, que espero que será o momento formal da adesão de Angola”, afirmou, acrescentando que, durante estes dois anos que antecedem a formalização da candidatura, as duas partes vão trabalhar na área da cooperação universitária e do reforço de contactos entre a televisão da francofonia e os media angolanos.

Sobre a cooperação universitária, revelou que a Universidade Agostinho Neto (UAN), primeira instituição pública de ensino superior em Angola, já é membro da Agência Universitária da Francofonia (AUF).

Os trabalhos de preparação da candidatura de Angola incluem também contactos com a Associação Internacional dos Municípios Francófonos, que, segundo o diplomata francês, reúne mais de 80 países, num projecto virado para a promoção da cooperação municipal.

Para Sylvain Itté, trata-se de contactos muito importantes para Angola que se encontra precisamente num processo de descentralização através das autarquias e eleições autárquicas agendadas para 2020.

Confirmando que França decidiu aderir à Comunidade de Países de Língua Portuguesa (CPLP), já a partir da próxima cimeira desta organização, que se inicia esta terça-feira, na Ilha do Sal, Cabo Verde, o embaixador Itté disse ser “um grande prazer” saber que Angola também vai juntar-se à OIF.

Segundo disse, Angola é o único dos países lusófonos de África que não é membro da Francofonia.

Cabo Verde, Guiné-Bissau e São Tomé e Príncipe são todos membros de pleno direito da OIF, enquanto que Moçambique é membro observador, explicou, ressaltando que, ao mesmo tempo, “Angola é sem dúvida o país mais francófono dos países não francófonos de África”.

“Angola é, sem dúvida, o país mais francófono de África fora dos francófonos. Havia alguma coisa que não encaixava ter um país tão importante como Angola que não pertence à família francófona”, destacou.

Para ilustrar essa francofonia de Angola, o embaixador citou o exemplo do norte do país, que “tem uma dupla cultura linguística (…), os seus habitantes muitas vezes falam francês, que faz parte também da sua cultura e da sua história”.

“Por isso, para mim, é realmente um grande prazer saber que Angola vai, finalmente, poder participar na Francofonia (…) e trazer a sua história, a sua cultura, a sua particularidade cultural”, concluiu. (Angop e Notícias ao Minuto)

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