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CEDEAO inaugura em Bissau centro de alerta precoce de conflitos e problemas

A Comunidade Económica de Estados da África Ocidental (CEDEAO) inaugurou esta sexta-feira, em Bissau, um centro de alerta precoce de conflitos e problemas, numa cerimónia presidida pelo chefe de Estado guineense, José Mário Vaz.

No seu discurso, José Mário Vaz disse que a inauguração do centro é o reforço do empenho da comunidade da África Ocidental na luta contra os males que afetam o continente e o mundo em geral. “O conceito de alerta precoce, que também se associa à segurança de proximidade, requer a participação de governos e sociedade civil”, para fazer face à “complexidade de desafios”, nomeadamente o terrorismo, o crime organizado e problemas transnacionais, observou o líder guineense.

José Mário Vaz enalteceu a importância da cooperação e a partilha de informações perante aqueles desafios. No caso específico da Guiné-Bissau, o Presidente guineense sublinhou o facto de, durante os quatro anos da sua liderança, não ter havido “um único tiro nos quartéis, nem a morte de ninguém por questões políticas”, frisou, acrescentando que foi dado um passo na proteção da “maior riqueza da Guiné-Bissau, a sua população”.

Jean Kassi-Brou, presidente da comissão da CEDEAO, afirmou que o centro, o quinto a ser inaugurado nos 15 países da organização, vai permitir antecipar desafios em termos de segurança e desta forma ajudar na elaboração de estratégias. “A recorrência e a gravidade de atentados terroristas, de extremismos violentos requerem estratégias coordenadas entre Estados membros da região”, observou Kassi Brou, ao justificar a importância do centro.

O dirigente observou que a CEDEAO conta com o centro de alerta precoce para prevenir problemas decorrentes de eleições, epidemias de saúde, como a crise do Ébola de 2014 ou ainda conflitos entre agricultores e criadores do gado. Até 2020, a CEDEAO conta ter aberto o centro de alerta precoce em todos os 15 países que compõem a comunidade.

Os cinco centros já inaugurados em outros tantos países (Guiné-Bissau, Burkina-Faso, Costa do Marfim, Mali e Libéria) da comunidade contam com apoios técnico e operativo do Departamento de Estado norte-americano. (Observador)

por Lusa

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