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Sindicato denúncia pressões no recrutamento de 20.000 professores em Angola

O Sindicato dos Professores Angolanos (Sinprof) denunciou hoje alegadas pressões dos governos provinciais no processo de recrutamento de 20.000 docentes, que decorreu terça-feira, em todo o país, com o objetivo de “acomodar pessoas sem qualificação para docência”.

situação foi relatada hoje à Lusa pelo presidente do Sinprof, Guilherme Silva, que apesar de apontar “algumas melhorias” em comparação com os concursos anteriores, apela aos governos provinciais para “não se arrogarem em enviar cartões e papelinhos ao corpo de júri”.

“Estamos a sentir, em algumas províncias, interferências dos governos provinciais e apelamos a esses governos que não pressionem os corpos de júri. Deixem-nos trabalhar de forma autónoma e no final que de facto sejam apurados dos melhores e capazes de corresponder para o exercer o magistério”, disse.

Adiantou que a pressão que afirma existir “é no sentido de acomodar algumas pessoas que não têm a qualificação para docência”, e assim “tentando inserir indivíduos para a categoria de professores auxiliares, que não existe”.

O concurso público no setor da Educação em Angola para o recrutamento de mais 20.000 professores para todo o país decorreu, terça-feira, com cerca de 140.000 candidatos, ocasião em que a ministra do setor, Maria Cândida Teixeira, anunciou que a partir de 2019 o recrutamento para novos docentes “será anual”.

Em Luanda, surgiram reclamações por parte de alguns candidatos, sobretudo em relação ao “início tardio das avaliações” e ainda “insuficiência de enunciados” para o efeito.

Guilherme Silva, refere porém, que o Sinprof está atento ao evoluir deste processo, cujos resultados devem ser divulgados na sexta-feira.

Ainda assim observou que em anos anteriores os concursos eram “eivados de vícios em compadrios, nepotismo, cabritismos e ?envios de listas'”.

De visita à província angolana do Cuando-Cubango, para a abertura formal do processo de recrutamento de novos docentes para o ensino geral, esta semana, a ministra apelou ao júri para ter “lisura e transparência”, no sentido de “aprovarem apenas os melhores candidatos”. (Diário de Notícias)

por Lusa

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