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FILDA2018: PDN visa recuperar crescimento da economia

O Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN 2018/2022) almeja recuperar as dinâmicas de crescimento da economia registada no período 2002/2008, afirmou hoje, o ministro da Economia e Planeamento, Pedro Luís da Fonseca.

Ao proceder à abertura do seminário sobre “Investimento Privado”, na 34ª edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA/2018), considerou o PDN uma das condições nucleares para a afluência do investimento privado, embora a sua sustentabilidade dependa de outros factores como a flexibilidade dos processos burocráticos, ligeireza de funcionamento das instituições públicas, eficiência dos sistemas de ensino, qualidade das infra-estruturas e o índice do risco-país (que mede o grau de aceitação e credibilidade do país no exterior).

Pedro Luís da Fonseca considera que os efeitos sobre o emprego, ainda que positivos, dependem sempre de uma série de aspectos relacionados com as características intrínsecas dos investimentos provocados ou induzidos.

O PDN 2018/2022 prevê um aumento na afectação de recursos financeiros para os sectores económico e social, com destaque para saúde e educação. Em contrapartida, os serviços públicos gerais, defesa, ordem e segurança pública registarão redução.

Com base nas projecções do Plano, a afectação de recursos para estes sectores fundamentais ao desenvolvimento humano e bem-estar da população do país (saúde e educação) crescerá progressivamente nos próximos cincos anos.

Para a Saúde, este ano estão destinados 8,53%, em 2019 e 2020 prevê-se uma afectação de 12,50%, enquanto nos anos subsequentes (2021 e 2022) o valor percentual sobe para 15 porcento.

De acordo com o documento, para o sector da Educação, o PND prevê uma afectação de 12,43% (2018), 15% (2019), 17,50% para os anos 2020 e 2021, e 20% (2022).

Os sectores da educação e saúde fazem parte do eixo de desenvolvimento humano e bem-estar, sendo a principal prioridade do Plano de Desenvolvimento Nacional 2018/2022.

Para dar sustentabilidade aos programas ligados à diversificação da economia, redução das importações e fomento das exportações, a afectação de recursos para o sector económico registará igualmente um crescimento progressivo, sendo 16,43% (2018) 19,75% (2019), 20% (2020) 21,75% (2021) e 22% (2022).

No decorrer do quinquénio, os recursos financeiros para os serviços públicos gerais vão sofrer reduções, sendo 18,87% (2018), 15% (2019), 12,50% (2020), 7,50% (2021) e 6,25% (2022).

O sector da Defesa também registará uma redução contínua dos recursos a afectar, sendo 11,95% (2018), 10% (2019), 8,50% (2020), 7,50% (2021) e 6% (2022).

O mesmo cenário deve acontecer com os serviços da ordem e segurança pública, que beneficiarão de um valor global de 9,41% (2018), 9,50% (2019), 9% (2021), 8,50% (2021) e 7% (2022).

Por outro lado, o ministro referiu que o investimento necessário para o país é o mobilizador de tecnologia e know-how, susceptíveis de garantir condições de rivalizar espaço no mercado regional e internacional.

Frisou que a produtividade é a componente essencial da competitividade dos países, que para ser válida e representar, de facto, vantagens comparativas externas, tem de ser estrutural fundada em tecnologia, capacidade de produção e de adaptação de conhecimentos, qualidade de infra-estruturas físicas, da administração pública, dos sistemas judiciais, educação e de saúde.

Com 25 políticas estratégicas e 83 programas de acção, o PDN 2018/2022 conta com outros cinco eixos: desenvolvimento económico sustentável, diversificado e inclusivo”, “infra-estruturas necessárias para o desenvolvimento”, “consolidação da paz, reforço do Estado democrático e de direito e boa governação, reforma do Estado e descentralização”.

O terceiro dia da 34ª edição da Feira Internacional de Luanda (FILDA/2018) é dedicado a Angola. os expositores vão, além de apresentar seus produtos e serviços, participar de uma conferência onde será apresentada as linhas gerais da promoção e captação de investimento privado, procedimentos do processo de investimento privado, parcerias público- privadas e potencial da Sociedade de Desenvolvimento do Pólo agro-industrial de Capanda.

A 34ª edição, que decorre nas instalações da Zona Económica Especial Luanda Bengo (ZEELB), conta com 372 expositores de 15 países, um aumento de 125 expositores em relação a 2017.

Na exposição participam empresas de Angola (país Anfitrião), África do Sul, Espanha, Estados Unidos da América, Gana, Holanda, Índia, Itália, Macau, Portugal, Reino Unido, Rússia e Suécia.

Fazem ainda parte a Turquia, Uruguai, Japão e Moçambique que estão a expor numa área aproximada de três hectares.

Rússia e o Gana são os estreantes, enquanto o Brasil, tradicional participante, é o grande ausente desta edição, que decorre sob lema “Diversificar a Economia, Desenvolver o Sector Privado”.

Portugal continua a ser o maior expositor estrangeiro de sempre e desta vez vem com 25, contra 16 de 2017, mantendo deste modo a tradição.

A feira é uma promoção do Ministério da Economia, em parceria com a empresa Eventos Arena. Nela estão patentes produtos e serviços de vários sectores como do ambiente, energia e petróleos, agricultura, pecuária, bebidas, banca e seguros, comércio geral e construção. (Angop)

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