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Rebeldes sul sudaneses rejeitam acordo de paz assinado no Uganda

O acordo de paz alcançado na semana passada, na cidade ugandesa de Entebbe, entre o ex-vice-presidente Riek Machar, principal adversário do presidente Salva Kiir, foi rejeitado nesta terça-feira, pelo Movimento de Libertação do Povo do Sudão-na Oposição (SPLM-IO), noticiou a Prensa Latina.

O acordo contempla à Riek Machar, o cargo de primeiro vice-presidente, a criação de três vice-presidências, a cessação das hostilidades e o reinício da produção petrolífera.

Constitui pomo de discórdia, o facto do SPLM-IO exigir que deve ter autoridade na nomeação dos novos vice-presidentes, um dos quais deverá ser uma mulher da oposição, segundo se pode ler no preâmbulo do referido acordo.

Essas novas exigências da oposição foram reveladas por um porta-voz do movimento, Puok Both Bualang, que adiantou que o texto deixa intacto os poderes do presidente Salva Kiir.

Durante as negociações entre Machar e Kiir, no Uganda, e nas declarações posteriores de ambos, não se registaram indícios de desacordos, o que leva a crer a existência no seio do SPLM-IO, de uma facção incoformada com a cessação das hostilidades.

O anúncio do acordo de pacificação criou esperanças para o fim da guerra civil que devasta o Sudão do Sul, há mais de quatro anos, durante os quais já morreram mais de 100 mil pessoas, na sua maioria civis não beligerantes, um número indeterminado de feridos e um êxodo de refugiados de mais de quatro milhões de pessoas.

A génese do conflito sul-sudanês data 2013, quando o presidente Kiir acusou Machar, na altura vice-presidente, de orquestrar um golpe de Estado para o derrubar. (Angop)

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