- Publicidade-
InicioAngolaPolíticaMarinha de Guerra está em franco desenvolvimento

Marinha de Guerra está em franco desenvolvimento

O chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas Angolana (FAA), Egídio de Sousa, considerou ontem a Marinha de Guerra de Angola (MGA) um ramo em franco crescimento e modernização.

Em mensagem endereçada ao comandante da MGA, almirante Francisco José, por ocasião do 42.º aniversário deste ramo das FAA, que se assinalou ontem, o chefe do Esta-do-Maior General das FAA disse: “É notório e reconfortante constatar que temos um ramo em franco desenvolvimento e modernização”.

Egídio de Sousa Santos valorizou o contributo da Marinha de Guerra Angolana na preservação da soberania e combate ao terrorismo internacional na Região do Golfo da Guiné.

O chefe do Estado-Maior General explicou que o Executivo atribui grande importância à defesa da soberania do país no mar e nas águas fluviais, numa altura em que o terrorismo internacional constitui uma séria ameaça para a Região do Golfo da Guiné, na qual o país se insere.

Pela passagem de mais um aniversário da MGA, Egídio de Sousa Santos felicitou todos os oficiais superiores, capitães e subalternos, bem como os sargentos, praças e trabalhadores civis do ramo.

“Que esta data seja transformada, pelos bravos marinheiros, numa verdadeira jornada de reflexão sobre os desafios para tornar o nosso mar menos vulnerável e mais seguro”, afirmou o chefe do Estado-Maior General das FAA.

Na semana passada, o ministro da Defesa Nacional, Salviano de Jesus Sequeira, exortou os efectivos da Marinha de Guerra Angolana a elevarem os níveis de disciplina, vigilância e pronti-dão no cumprimento da missão da defesa da pátria e na inviolabilidade do espaço marítimo.

Em mensagem de felicitações por ocasião do 10 de Julho, o ministro disse que manter elevados os níveis de prontidão, disciplina e vigilância pressupõe salvaguardar a Independência, a soberania nacional e o normal funcionamento das instituições democráticas.

Salviano de Jesus Sequeira sublinhou que a comemoração acontece num momento em que o Executivo aposta na formação e superação dos efectivos da Marinha de Guerra, vislumbrando maior capacidade no manuseamento e emprego de meios
tecnológicos modernos para a defesa dos interesses nacionais nas águas territoriais.

O ministro disse esperar que com o aumento da componente técnica, manuseada por efectivos com elevados níveis de educação patriótica e preparação táctica, é possível maximizar a capacidade das forças para enfrentar as ameaças com que ainda o Estado se depara nas suas águas territoriais e na Região dos Grandes Lagos, pela sua importância estratégica.

“Neste momento, particularmente desafiante, mas de grande esperança para o país, exortamos os efectivos da Marinha de Guerra a elevarem os níveis de prontidão”, sublinhou o ministro, que desejou aos almirantes e oficiais superiores, subalternos, sargentos e marinheiros e trabalhadores civis ao serviço da Marinha de Guerra votos de saúde e felicidades.

A Marinha de Guerra Angolana foi fundada em 1976, por altura da visita do primeiro Presidente da República, António Agostinho Neto, à Base Naval de Luanda, facto que coincidiu com o fim do período de instrução dos primeiros militares do ramo no pós-Independência.

A partir do convés da lancha “Escorpião”, herdada do exército colonial português, António Agostinho Neto salientou o papel da Marinha de Guerra na preservação da integridade territorial.

Em 42 anos, grandes transformações se registaram no ramo, apesar de se considerarem ainda insuficientes os navios à sua disposição, para fazer face a um patrulhamento eficaz das águas territoriais, incluindo a Zona Económica Exclusiva (ZEE).

Segundo o comandante da Marinha de Guerra Angolana, o investimento feito na formação de quadros foi uma visão muito acertada, para um ramo com uma componente essencialmente técnica e de gradativa complexidade.

Ao falar na cidade do Lobito, na abertura das actividades comemorativas do 42.º aniversário da Marinha de Guerra Angolana, o almirante Francisco José considerou que defender o mar é um imperativo que se impõe, pois nele repousam recursos de grande importância para as populações.

“Temos consciência que a sua utilização pode infelizmente ser vítima de pirataria”, disse, reconhecendo que o fenómeno globalização pressiona intensivamente a utilização do espaço marítimo, frente à dinâmica do comércio mundial, o que faz com que os Estados ribeirinhos, como é o caso de An-gola, executem constantes missões dissuasoras. O acto central das comemorações do aniversário da MGA decorre hoje na cidade do Lobito. (Jornal de Angola)

- Publicidade -
- Publicidade -
- Publicidade -

Notícias relacionadas

- Publicidade -

Deixe um comentário

Por favor insira seu comentário!
Digite seu nome aqui

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.