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Representante de Angola na FAO considera prioritário sector das pescas

O representante permanente de Angola junto da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), Florêncio de Almeida, disse hoje, terça-feira, em Roma,Itália, que o Executivo angolano considera prioritário o sector das pescas para o combate da fome e da redução da pobreza.

O também embaixador angolano na Itália fez este pronunciamento durante a 33ª sessão do Comité das Pescas da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura, que decorre na capital italiana, de nove a 13 do corrente, em representação da ministra das Pescas, Victória de Barros Neto.

Acrescentou que o sector das pescas e do mar joga um papel importante no desenvolvimento de Angola, em particular na segurança alimentar e nutricional e na geração de empregos, razão pela qual foi eleito pelo Executivo como prioritário, no âmbito do combate à fome, à pobreza e à promoção do desenvolvimento sócio-económico do país.

Em Angola, explicou, a estratégia adoptada para os assuntos das pescas, aquicultura e do mar, assenta na nova visão das organizações internacionais sobre o “crescimento azul” e na gestão integrada dos recursos, baseada na “abordagem ecossistémica”.

Florêncio de Almeida disse ainda que a actual visão estratégica do Executivo angolano aponta, igualmente, para um desenvolvimento sustentável e competitivo dos sectores da pesca e da aquicultura, a qualificação das infra-estruturas de suporte ao aproveitamento económico dos recursos naturais, com vista a contribuir para o abastecimento alimentar das populações.

De acordo com o embaixador, Angola e a África em geral, têm um potencial aquícola significativo que começa a ser aproveitado e irá, no futuro, contribuir para atenuar os problemas alimentares que ainda subsistem.

Segundo o diplomata, o Governo pretende promover o desenvolvimento do sector da pesca numa base científica, inovadora, sólida e inclusiva, através de uma governação transparente e responsável.

Referiu, por outro lado, que as capturas realizadas em Angola, em 2017, são estimadas em 500 mil toneladas, e a pesca artesanal representa um terço dessas capturas.

O diplomata referiu-se igualmente ao crescimento da oferta mundial de pescado para o consumo humano, que superou o crescimento demográfico nos últimos 50 anos, com uma taxa média anual de crescimento de 3,2% e 1,6%, respectivamente, o que contribuirá para os Objectivos do Desenvolvimento sustentável, assente na erradicação da fome e melhoria da nutrição até 2030.

O embaixador angolano felicitou a FAO pela elaboração e a apresentação do documento sobre a aplicação do Código de Conduta para uma “Pesca Responsável” e manifestou a sua satisfação pelo maior número de países que responderem ao questionário da organização, para um melhor acompanhamento da aplicação de um dos mais importantes instrumentos de gestão das pescas, ao nível dos países e do mundo.

Angola participa na 33ª sessão do Comité das Pescas da FAO com uma delegação composta pela directora nacional das Pescas, Maria de Lourdes Sardinha, director nacional da Aquicultura, António da Silva, director do gabinete de Intercâmbio, Venâncio Soares, e pelo director geral do Instituto Nacional de Investigação Pesqueira e Marinha, Filomena de Carvalho Vaz Velho.

O representante permanente adjunto na FAO, o ministro conselheiro Carlos Amaral, integra igualmente a comitiva angolana. (Angop)

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